segunda-feira, 4 março 2024
ATENÇÃO

Casos de Dengue tipo 3 voltam a ser registrados

Ressurgimentos de casos desse sorotipo acende alerta sobre risco de uma nova epidemia de dengue
Por
Ana Flávia Defavari
Foto: Divulgação | Prefeitura de São Paulo

Quatro casos de dengue sorotipo 3 (DENV-3) foram registrados em Votuporanga, no interior paulista, segundo a secretaria de Saúde do município. De acordo com um estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgado em maio desse ano, dados apontam para o ressurgimento desse sorotipo que há mais de 15 anos não causa epidemias no país, e que com a volta de circulação acende um alerta enquanto ao risco de uma nova epidemia de dengue causado pelo sorotipo viral.

O primeiro caso foi detectado em uma mulher de 34 anos que apresentou os sintomas clássicos da doença como vômito, dor, febre e manchas vermelhas pelo corpo em grande intensidade, além do sangramento nasal e pela urina.

Como ações de prevenção e bloqueio, o que envolve identificar a circulação do sorotipo dos diagnosticados com dengue, a secretaria de Saúde de Votuporanga confirmou outros sete casos suspeitos. Desses o resultado das amostras colhidas mostrou que três eram do tipo 3 da dengue, todas do sexo feminino com 5, 31 e 46 anos e moradoras da mesma região, em um bairro da zona sul da cidade.

Segundo a secretaria, as quatro pacientes estão em casa e passam bem, em nota divulgou que “A partir destas confirmações, a secretaria da Saúde seguirá com a coleta de amostras em outras regiões da cidade e envio para análise laboratorial para detectar se o vírus circula em mais locais ou se foi uma situação isolada”.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que “não há registro deste tipo da doença em outros municípios do estado de São Paulo, nem óbitos”. Em nota, o governo estadual disse que monitora “o cenário epidemiológico com plano de contingência, que é feito todos os anos, independente da linhagem”.

A dengue é uma arbovirose, doença causada por vírus transmissíveis através da picada de mosquitos, neste caso a fêmea do mosquito Aedes aegypti, e que possui quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) diferentes e a infecção por um deles cria imunidade contra o mesmo sorotipo, mas ainda deixa o indivíduo vulnerável a contrair um sorotipo diferente.

Como poucas pessoas contraíram o tipo 3, o risco de epidemia se torna maior visto que poucas pessoas têm imunidade contra esse sorotipo.

Os principais sintomas da dengue são:
• Febre alta > 38°C;
• Dor no corpo e articulações;
• Dor atrás dos olhos;
• Mal estar;
• Falta de apetite;
• Dor de cabeça;
• Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), apresentar quadro leve, sinais de alarme e de gravidade.

Os sinais de alarme são caracterizados principalmente por:
• Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua;
• Vômitos persistentes;
• Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
• Hipotensão postural e/ou lipotímia;
• Letargia e/ou irritabilidade;
• Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal;
• Sangramento de mucosa;
• Aumento progressivo do hematócrito.

A fase crítica tem início com o declínio da febre (período de defervescência), entre o 3° e o 7° dia do início de sintomas. Os casos graves de dengue são caracterizados por sangramento, disfunções de órgãos ou extravasamento de plasma. O choque ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido pelo extravasamento. Ocorre habitualmente entre o 4º e o 5º dia – no intervalo de 3 a 7 dias de doença –, sendo geralmente precedido por sinais de alarme.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde, até 23 de novembro, o estado de São Paulo já havia registrado 329 mil casos de dengue, onde desses 3.428 foram casos graves ou apresentaram sinais de alerta, 275 óbitos foram registrados.

Foto: Divulgação | Ministério da Saúde
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