Ministério Público investiga fraudes tributárias em Hortolândia e outras seis cidades
Os crimes investigados envolveram a emissão de 3.322 notas fiscais falsas
Onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Criminal de Maceió, foram cumpridos em sete municípios paulistas, entre eles Hortolândia , na manhã desta terça-feira (11). A operação Argus foi realizada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas e pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Também foram feitas ações em Sorocaba, Leme, Cerquilho, Santo André, Porto Feliz e São Roque, visando ao combate às fraudes fiscais e à lavagem de bens, em investigação focada nas atividades ilegais nos setores químico e de plástico. Nesta fase, o trabalho de apuração investigou 30 pessoas físicas e 42 jurídicas distribuídas por diversas unidades federativas do Brasil.
Os crimes investigados envolveram a emissão de 3.322 notas fiscais ideologicamente falsas, a partir de empresas de fachada sediadas em Alagoas, gerando um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 150 milhões, prejudicando empresas que atuam dentro da legalidade.
Participaram da ação 42 auditores fiscais, nove delegados das Polícias Civis de Alagoas e São Paulo, quatro procuradores de Estado alagoanos e paulistas, e 54 policiais civis e militares.
“A Operação Argus é um exemplo do compromisso do Ministério Público em combater práticas ilícitas que minam a integridade do sistema econômico brasileiro. Através da identificação e responsabilização dos envolvidos nas falsidades ideológicas, fraudes fiscais e lavagem de dinheiro, buscamos não apenas reparar os danos causados ao erário, mas também promover uma cultura de conformidade tributária e ética empresarial. A continuidade dessas operações é essencial para fortalecer o estado de direito e assegurar um ambiente econômico mais justo e transparente”, afirmou o promotor de Justiça Ciro Blatter, de Alagoas.
Durante a operação, foram feitas análises de documentos fiscais, cruzamento de dados e identificação de redes de empresas que atuam em conluio para fraudar o sistema tributário. O nome da operação, Argus, faz alusão à denominação do gigante da mitologia grega, que tinha muitos olhos ou o corpo coberto por eles e que a tudo vigiava.
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