sexta-feira, 12 junho 2026
DIA DOS NAMORADOS

Do ‘frio na barriga’ ao amor duradouro: entenda o que acontece no cérebro ao se apaixonar

Especialistas explicam como hormônios e neurotransmissores influenciam as diferentes fases dos relacionamentos
Por
Redação
Especialistas explicam que fases do relacionamento envolvem dopamina, ocitocina e outros compostos ligados ao bem-estar. Foto: Agência São Paulo

O sentimento de paixão e amor vai muito além das emoções. Segundo especialistas do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual), as diferentes fases dos relacionamentos são influenciadas por uma combinação de hormônios, neurotransmissores e neuromoduladores produzidos pelo cérebro.

No início de uma relação, a paixão costuma ser marcada por sensações intensas, como euforia, ansiedade, falta de apetite e dificuldades para dormir. Essas reações estão ligadas principalmente à ação da dopamina e da noradrenalina.

Por que a paixão parece um vício
De acordo com o psiquiatra Michel Haddad, a dopamina ativa o chamado circuito de recompensa do cérebro, o mesmo associado a comportamentos de dependência.

Por isso, durante a fase inicial da paixão, é comum que a pessoa pense constantemente no parceiro, sinta necessidade frequente de contato e experimente grande expectativa diante de mensagens ou encontros. Além disso, a redução dos níveis de serotonina favorece pensamentos repetitivos e a dificuldade de tirar a pessoa amada da cabeça.

Quando a paixão dá lugar ao amor
Com o passar do tempo, a intensidade química da paixão tende a diminuir, mas isso não significa necessariamente o fim do sentimento. Segundo os especialistas, é nesse momento que entram em cena hormônios como a ocitocina e a vasopressina, responsáveis por fortalecer sentimentos de confiança, proteção e vínculo emocional.

As endorfinas também passam a desempenhar papel importante, promovendo sensações de conforto, tranquilidade e bem-estar.

Relações e saúde
De acordo com Haddad, relacionamentos estáveis podem contribuir para reduzir o estresse, melhorar a qualidade do sono e favorecer o controle de parâmetros cardiovasculares, como a pressão arterial.

Por outro lado, relações marcadas por ciúmes excessivos, insegurança constante e ansiedade permanente podem produzir efeitos negativos sobre o organismo.

Como fortalecer a conexão
Para manter o vínculo afetivo, os especialistas recomendam atitudes simples do dia a dia, como abraços, contato visual, demonstrações de carinho e escuta ativa. Já para reacender a paixão, a orientação é apostar em experiências novas, como viagens, passeios diferentes ou atividades fora da rotina.

Segundo o psiquiatra, o equilíbrio entre estabilidade e novidade é um dos fatores que ajudam a fortalecer relacionamentos duradouros.

*Com informações da Agência SP.

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