Sábado, 28 Mai 2022

Dólar sobe 1% e vai a R$ 5,24 com impactos do coronavírus; Bolsa cai 1,36%

Dólar sobe 1% e vai a R$ 5,24 com impactos do coronavírus; Bolsa cai 1,36%

A cotação comercial do dólar teve a terceira alta seguida nesta quarta-feira (15), com valorização de 1%, a R$ 5,2430, maior valor desde 6 de abril. 

A cotação comercial do dólar teve a terceira alta seguida nesta quarta-feira (15), com valorização de 1%, a R$ 5,2430, maior valor desde 6 de abril. 

Já o Ibovespa teve queda de 1,36%, a 78.831 pontos. Assim como as principais Bolsas globais, a queda refletiu a aceleração no número de mortes pela Covid-19 na França e Inglaterra e primeiros registros do impacto da quarentena na economia americana. 

Nesta semana, os resultados trimestrais de grandes bancos americanos vieram abaixo do esperado, com queda no retorno dos investimentos e aumento das provisões contra calotes devido à crise do coronavírus. 

Nesta quarta, o Fed, banco central americano, divulgou que a produção industrial americana despencou 6,3% em março, a maior queda desde fevereiro de 1946. Economistas consultados pela Reuters projetavam que a produção manufatureira recuaria 3,2%. 

A produção nas fábricas caiu a uma taxa anualizada de 7,1% no primeiro trimestre, a mais acentuada desde o primeiro trimestre de 2009. A indústria manufatureira, responsável por 11% da economia dos EUA, já estava lutando contra as consequências da guerra comercial do governo de Donald Trump com a China muito antes da ameaça do coronavírus. 

Já as vendas no varejo sofreram queda recorde em março, segundo o Departamento do Comércio dos EUA, com recuo de 8,7% em março, maior queda desde o início da série do governo em 1992, depois de caírem 0,4% em fevereiro. 

A expectativa em pesquisa da Reuters junto a economistas era de que as vendas no varejo caíssem 8,0% no mês passado. Agora, estimam queda de até 41% no segundo trimestre. Os gastos do consumidor representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA. 

"A economia está quase em queda livre. Veremos o fundo quando as taxas de infecção por coronavírus se estabilizarem. Será um fundo bem profundo para se recuperar", diz Sung Won Sohn, professor de economia empresarial da Universidade Loyola Marymount, em Los Angeles. 

Também pesou a segunda sessão seguida de forte queda nos preços do petróleo. O contrato futuro do barril de Brent cai 6%, a US$ 27,82, depois que a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) divulgou relatório que prevê queda recorde da demanda pela matéria-prima em 2020 

Segundo a agência, serão 29 milhões de barris por dia a menos na demanda por petróleo em abril, o que reduz a procura para níveis não vistos há 25 anos, alertando que cortes de produção não poderão compensar totalmente a queda do mercado no curto prazo. 

Para 2020, a IEA estimou uma queda de 9,3 milhões de bpd na demanda, apesar de ter qualificado como "um sólido início" o acordo entre produtores para restrições recorde à oferta de petróleo, como resposta à pandemia do coronavírus. 

"Ao reduzir o pico do excesso de oferta e achatar a curva de crescimento dos estoques, eles ajudam um sistema complexo a absorver o pior da crise.Não há um acordo viável que possa cortar oferta o suficiente para compensar tais perdas de demanda no curto prazo. No entanto, o acordo da semana passada é um sólido início" diz o relatório. 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros produtores incluindo a Rússia chegaram a um acordo no domingo para uma redução recorde na produção a partir de maio, de 9,7 milhões de bpd. 

Antes disso, no entanto, abril pode se mostrar o pior mês da história para a indústria de petróleo, uma vez que a produção deve crescer enquanto a demanda tem um tombo devido a medidas de isolamento adotadas pelo mundo contra o coronavírus, disse o diretor executivo da IEA, Fatih Birol. 

"Quando olharmos para trás, para 2020, poderemos talvez ver que esse foi o pior ano... e abril bem pode ser o pior mês", disse Birol a jornalistas em uma teleconferência. 

Além disso, os estoques de petróleo dos Estados Unidos cresceram em 19 milhões de barris na última semana, o maior avanço semanal na história. 

Com o cenário negativo, índices na Europa caíram cerca de 4%. Nos Estados Unidos, Dow Jones recuou 1,9%, S&P 500, 2,2% e Nasdaq, 1,4%. 

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Já Registrado? Acesse sua conta
Visitante
Sábado, 28 Mai 2022

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://tododia.com.br/