quinta-feira, 23 abril 2026
PESO NO BOLSO

Conta de luz fica mais cara em oito cidades atendidas pela CPFL Paulista na região

Reajuste aprovado pela Aneel eleva tarifas da CPFL Paulista com impacto médio de 12,13% aos consumidores
Por
Vladimir Catarino

Moradores de oito municípios atendidos pela CPFL Paulista, na área de cobertura da TV TODODIA, passarão a pagar mais pela energia elétrica. Sumaré, Piracicaba, Campinas, Cosmópolis, Paulínia e Nova Odessa passarão a pagar mais pela energia elétrica.

A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, na quarta-feira (22), o Reajuste Tarifário Anual da CPFL Paulista, concessionária que atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 cidades paulistas. O novo índice entra em vigor após a publicação da Resolução Homologatória no Diário Oficial da União.

Aumento nas tarifas
O reajuste aprovado prevê aumento médio de 12,13% nas contas de energia. Para consumidores de alta tensão, o índice chega a 18,75%, enquanto na baixa tensão a alta média será de 9,25%. No caso das residências, o reajuste será de 9,15%.

A Aneel considera, no cálculo das tarifas, custos como compra de energia, transmissão e encargos setoriais. A parcela ligada à distribuição, de responsabilidade direta da CPFL Paulista, é definida com base em critérios de eficiência estabelecidos pela agência reguladora.

Custos pressionam alta
O aumento foi influenciado principalmente por despesas que não são controladas pela distribuidora. Entre os principais fatores estão a elevação dos encargos setoriais, como CDE Uso, PROINFA e ESS/EER, além do aumento dos custos de transmissão e geração de energia.

Por outro lado, a “Parcela B”, que reúne custos gerenciáveis pela empresa, teve redução por causa da variação negativa do IGP-M, de -1,98%, ajustada pelo Fator X, mecanismo que compartilha ganhos de produtividade com os consumidores.

A Aneel aprovou o Reajuste Tarifário Anual da concessionária, responsável por 5 milhões de unidades em 234 cidades paulistas. Foto:Divulgação/CPFL

Fatores que aliviaram o reajuste
Apesar da alta, alguns fatores ajudaram a conter um reajuste maior. Entre eles estão a devolução de créditos tributários de PIS/Cofins e a quitação da Conta Escassez Hídrica, que contribuíram para reduzir o impacto final nas tarifas.

Outro mecanismo aplicado foi o diferimento tarifário, que permite adiar parte dos custos para ciclos futuros e suavizar o aumento imediato ao consumidor.

Como funciona o reajuste
O setor elétrico tem dois principais mecanismos de atualização tarifária: a RTP (Revisão Tarifária Periódica) e o RTA (Reajuste Tarifário Anual). A revisão é mais ampla e define parâmetros como custos eficientes, metas de qualidade e perdas de energia.

Já o reajuste anual ocorre nos anos em que não há revisão e atualiza os valores com base na inflação e no Fator X. Em ambos os casos, são repassados aos consumidores os custos com compra e transmissão de energia, além dos encargos que financiam políticas públicas do setor.

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