Moradores de oito municípios atendidos pela CPFL Paulista, na área de cobertura da TV TODODIA, passarão a pagar mais pela energia elétrica. Sumaré, Piracicaba, Campinas, Cosmópolis, Paulínia e Nova Odessa passarão a pagar mais pela energia elétrica.
A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, na quarta-feira (22), o Reajuste Tarifário Anual da CPFL Paulista, concessionária que atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 cidades paulistas. O novo índice entra em vigor após a publicação da Resolução Homologatória no Diário Oficial da União.
Aumento nas tarifas
O reajuste aprovado prevê aumento médio de 12,13% nas contas de energia. Para consumidores de alta tensão, o índice chega a 18,75%, enquanto na baixa tensão a alta média será de 9,25%. No caso das residências, o reajuste será de 9,15%.
A Aneel considera, no cálculo das tarifas, custos como compra de energia, transmissão e encargos setoriais. A parcela ligada à distribuição, de responsabilidade direta da CPFL Paulista, é definida com base em critérios de eficiência estabelecidos pela agência reguladora.
Custos pressionam alta
O aumento foi influenciado principalmente por despesas que não são controladas pela distribuidora. Entre os principais fatores estão a elevação dos encargos setoriais, como CDE Uso, PROINFA e ESS/EER, além do aumento dos custos de transmissão e geração de energia.
Por outro lado, a “Parcela B”, que reúne custos gerenciáveis pela empresa, teve redução por causa da variação negativa do IGP-M, de -1,98%, ajustada pelo Fator X, mecanismo que compartilha ganhos de produtividade com os consumidores.

Fatores que aliviaram o reajuste
Apesar da alta, alguns fatores ajudaram a conter um reajuste maior. Entre eles estão a devolução de créditos tributários de PIS/Cofins e a quitação da Conta Escassez Hídrica, que contribuíram para reduzir o impacto final nas tarifas.
Outro mecanismo aplicado foi o diferimento tarifário, que permite adiar parte dos custos para ciclos futuros e suavizar o aumento imediato ao consumidor.
Como funciona o reajuste
O setor elétrico tem dois principais mecanismos de atualização tarifária: a RTP (Revisão Tarifária Periódica) e o RTA (Reajuste Tarifário Anual). A revisão é mais ampla e define parâmetros como custos eficientes, metas de qualidade e perdas de energia.
Já o reajuste anual ocorre nos anos em que não há revisão e atualiza os valores com base na inflação e no Fator X. Em ambos os casos, são repassados aos consumidores os custos com compra e transmissão de energia, além dos encargos que financiam políticas públicas do setor.





