Quinta, 30 Junho 2022

'Estou saindo do Brasil o mais rápido possível', diz Weintraub após demissão

'Estou saindo do Brasil o mais rápido possível', diz Weintraub após demissão

Demitido do Ministério da Educação após pressão do STF (Supremo Tribunal Federal), Abraham Weintraub disse nesta sexta-feira (19) que deixará o País o

Demitido do Ministério da Educação após pressão do STF (Supremo Tribunal Federal), Abraham Weintraub disse nesta sexta-feira (19) que deixará o País o mais rápido possível. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a um cargo para representar o Brasil no Banco Mundial, Weintraub pediu em uma rede social que o deixem em paz e cobrou que não o provoquem. 


"Aviso à tigrada e aos gatos angorás (gov bem docinho). Estou saindo do Brasil o mais rápido possível (poucos dias). NÃO QUERO BRIGAR! Quero ficar quieto, me deixem em paz, porém, não me provoquem!", escreveu Weintraub numa rede social. 

A exoneração de Abraham Weintraub ainda não foi oficializada no "Diário Oficial". 

Ontem, ele também foi à rede social rebater comentário do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que disse que Weintraub foi o pior ministro da Educação, que mais se preocupou em ofender que em educar, num misto de incompetência e ideologia, no que significou anos de atraso em uma das áreas mais sensíveis do governo. 

"Gov Dória [sic], docinho, que delícia! Pegue as compras dos hospitais de SP e compare com os preços dos hospitais universitários do MEC. Respirador, máscara, álcool gel, pode escolher. Caso tenha um item seu mais barato, uso sapato sem meia e calça apertada sem cueca, para não marcar", escreveu Weintraub. 

Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (18) a demissão de Abraham Weintraub após 14 meses e 10 dias em que o então ministro acumulou polêmicas e pouco realizou à frente da pasta, e em decorrência de longo desgaste político com os ministros do STF, onde é alvo de inquérito. 

CARGO NO BANCO MUNDIAL TEM SALÁRIO DE R$ 115,8 MIL 

O mandato de diretor-executivo do conselho administrativo do Banco Mundial vai até outubro. Depois disso, o governo brasileiro precisa renovar a indicação para o cargo, que segue novamente para a aprovação dos demais países do qual o Brasil faz parte. O processo é considerado uma formalidade. 

Por ter diploma de economista e ter feito carreira no mercado financeiro, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub foi indicado pelo governo brasileiro ao posto de diretor-executivo do Banco Mundial para um grupo de países acionistas do qual o Brasil faz parte junto com Colômbia, Equador, Filipinas, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobag. 

O salário anual previsto para o cargo é de US$ 258.570, o equivalente a R$ 115,8 mil mensais sem 13º - cerca de R$ 1,3 milhão por ano. O valor é mais de três vezes o salário de ministro, hoje de R$ 31 mil. 

Nunca uma candidatura brasileira foi contestada e, portanto, a expectativa é que a nomeação do ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que chegou ao banco nesta semana, seja aprovada.  

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