quinta-feira, 11 junho 2026
MEIO AMBIENTE

Governo se diz preparado para enfrentar possível El Niño intenso em 2026

Ministro João Paulo Capobianco afirma que país já mobiliza estrutura nacional para combater secas, enchentes e incêndios florestais
Por
Redação
 Ministro diz que país está mais preparado e reforça ações contra incêndios e eventos extremos. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O governo federal intensificou as ações de monitoramento e prevenção diante da possibilidade de um novo episódio intenso do fenômeno El Niño ainda este ano. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que o país está mais preparado para enfrentar os impactos climáticos do que em anos anteriores.

Segundo o ministro, estudos apontam uma probabilidade de cerca de 80% de ocorrência de um El Niño de forte intensidade, cenário que levou o governo a antecipar medidas de planejamento e resposta.

Sala permanente de monitoramento
Uma sala de situação coordenada pela Casa Civil foi instalada para acompanhar a evolução das condições climáticas. A estrutura reúne 13 ministérios e órgãos federais e tem como objetivo organizar ações preventivas, mobilizar recursos extraordinários e coordenar a atuação de instituições como as Forças Armadas, a Polícia Federal, o Ibama e o ICMBio.

O governo também mantém consultas permanentes com especialistas brasileiros e internacionais para atualizar projeções e definir estratégias de atuação.

El Niño e eventos extremos
Embora seja um fenômeno natural, o El Niño tem apresentado efeitos mais intensos devido às mudanças climáticas globais.

No Brasil, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas e aumento das secas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, elevando o risco de incêndios florestais. Nas regiões Sul e Sudeste, o cenário tende a ser de chuvas acima da média, aumentando a possibilidade de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.

Combate aos incêndios
O ministro destacou que o governo ampliou os investimentos para prevenir queimadas, especialmente na Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Entre as medidas estão o aumento do número de aeronaves, equipamentos de combate ao fogo e o repasse de mais de R$ 500 milhões aos corpos de bombeiros dos estados mais vulneráveis.

Capobianco também ressaltou a importância da Lei do Manejo Integrado do Fogo, que estabelece responsabilidades compartilhadas entre União, estados, municípios e proprietários rurais na prevenção e controle das queimadas.

Apelo à população
Durante a entrevista, o ministro alertou que a maior parte dos incêndios tem origem em ações humanas, mesmo quando acidentais. Por isso, fez um apelo para que a população evite o uso do fogo durante os meses mais secos do ano.

Investigação de incêndios criminosos
Nos casos de incêndios criminosos, o governo afirma ter ampliado o monitoramento e a identificação de responsáveis.

Capobianco destacou que novas ferramentas de rastreamento e investigação vêm permitindo à Polícia Federal identificar a origem dos focos de incêndio e responsabilizar criminalmente os autores.

A expectativa do governo é reduzir os impactos de um eventual El Niño intenso por meio de ações preventivas, integração entre órgãos públicos e reforço das operações de combate aos incêndios e eventos climáticos extremos.

*Com informações da Agência Brasil.

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