
O governo federal intensificou as ações de monitoramento e prevenção diante da possibilidade de um novo episódio intenso do fenômeno El Niño ainda este ano. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que o país está mais preparado para enfrentar os impactos climáticos do que em anos anteriores.
Segundo o ministro, estudos apontam uma probabilidade de cerca de 80% de ocorrência de um El Niño de forte intensidade, cenário que levou o governo a antecipar medidas de planejamento e resposta.
Sala permanente de monitoramento
Uma sala de situação coordenada pela Casa Civil foi instalada para acompanhar a evolução das condições climáticas. A estrutura reúne 13 ministérios e órgãos federais e tem como objetivo organizar ações preventivas, mobilizar recursos extraordinários e coordenar a atuação de instituições como as Forças Armadas, a Polícia Federal, o Ibama e o ICMBio.
O governo também mantém consultas permanentes com especialistas brasileiros e internacionais para atualizar projeções e definir estratégias de atuação.
El Niño e eventos extremos
Embora seja um fenômeno natural, o El Niño tem apresentado efeitos mais intensos devido às mudanças climáticas globais.
No Brasil, o fenômeno costuma provocar redução das chuvas e aumento das secas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, elevando o risco de incêndios florestais. Nas regiões Sul e Sudeste, o cenário tende a ser de chuvas acima da média, aumentando a possibilidade de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra.
Combate aos incêndios
O ministro destacou que o governo ampliou os investimentos para prevenir queimadas, especialmente na Amazônia, Cerrado e Pantanal.
Entre as medidas estão o aumento do número de aeronaves, equipamentos de combate ao fogo e o repasse de mais de R$ 500 milhões aos corpos de bombeiros dos estados mais vulneráveis.
Capobianco também ressaltou a importância da Lei do Manejo Integrado do Fogo, que estabelece responsabilidades compartilhadas entre União, estados, municípios e proprietários rurais na prevenção e controle das queimadas.
Apelo à população
Durante a entrevista, o ministro alertou que a maior parte dos incêndios tem origem em ações humanas, mesmo quando acidentais. Por isso, fez um apelo para que a população evite o uso do fogo durante os meses mais secos do ano.
Investigação de incêndios criminosos
Nos casos de incêndios criminosos, o governo afirma ter ampliado o monitoramento e a identificação de responsáveis.
Capobianco destacou que novas ferramentas de rastreamento e investigação vêm permitindo à Polícia Federal identificar a origem dos focos de incêndio e responsabilizar criminalmente os autores.
A expectativa do governo é reduzir os impactos de um eventual El Niño intenso por meio de ações preventivas, integração entre órgãos públicos e reforço das operações de combate aos incêndios e eventos climáticos extremos.
*Com informações da Agência Brasil.





