quarta-feira, 28 fevereiro 2024
COTIDIANO

Mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais que os homens aos cuidados domésticos, em 2022

Foram mais de 21 horas semanais aos afazeres domésticos e/ou cuidado de pessoas. Os dados são da PNAD, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE
Por
Brasil 61
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em 2022, a população com 14 anos ou mais de idade dedicava, em média, 17 horas semanais aos afazeres domésticos e/ou cuidado de pessoas. Mas, entre as mulheres, esse número é de 21,3 das horas semanais, o que corresponde a 9,6 horas a mais do que a população masculina. Homens dedicam em média 11,7 horas semanais para afazeres domésticos e/ou cuidado de pessoas. 

Em 2022, 148 milhões de pessoas de 14 anos ou mais realizam afazeres domésticos no próprio domicílio ou em domicílio de parente, o que corresponde a 85% da população brasileira. Este percentual está levemente abaixo da taxa estimada de 2019, em menos 1,0 ponto percentual. Os dados são do tema Outras Formas de Trabalho, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua 2022, que levantou informações sobre cuidado de pessoas, afazeres domésticos, produção para o próprio consumo e trabalho voluntário. 

A cabeleireira Vanessa Gonçalves conta que o marido e os três filhos homens participam de muitas tarefas em casa. “Louça eu praticamente não lavo em casa, o banheiro é só ele que lava e a área externa também. Eu trabalho muito, não tenho ajuda de ninguém. Se não fosse isso, não daria conta.”

De fato, registrou-se leve queda na média de tempo dedicado aos afazeres domésticos por parte das mulheres e crescimento na participação masculina, ainda que a diferença permaneça. Mesmo com toda ajuda, a cabelereira Vanessa conta que acaba acumulando mais tarefas do que o marido.

“A mulher acaba fazendo mais, porque tem função, que são mais da mulher mesmo. Então eu acho que acabo fazendo mais. Tem coisas eu que falo: isso aqui não dá para delegar porque ele não vai fazer do jeito que eu gosto, daí acabo fazendo mais”, conclui a cabeleireira.

Vale destacar que esta queda ocorreu muito mais pelo aumento mais rápido da população de 14 anos de idade ou mais (2,9%), do que o contingente que realiza afazeres domésticos (2,4%). Em número absoluto, aumentou a população total que realiza afazeres domésticos. 

Entre os homens e mulheres, o Nordeste é a região geográfica com menor participação ativa nos afazeres domésticos, com 81% de participação média. A região também registra as maiores diferenças participativas entre homens e mulheres, de 18,0 pontos percentuais. 

O Sul é a região do país com menor diferença participativa entre homens e mulheres, em 9,3 pontos percentuais. 

Alguns outros pontos importantes da pesquisa dizem respeito às mulheres pretas serem as que mais realizam afazeres domésticos; homens mais instruídos participarem mais dos afazeres domésticos; pequenos reparos serem a única atividade em que os homens predominam, além de mulheres ocupadas também concentrarem afazeres domésticos e cuidados de pessoas.

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