Quinta, 21 Outubro 2021

Para evitar racionamento, governo reduz vazão de usinas no rio Paraná

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Para evitar racionamento, governo reduz vazão de usinas no rio Paraná

Portaria assinada pelo ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União" no fim da noite de sexta-feira (11) 

As reduções já haviam sido recomendadas em uma nota técnica do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) no fim de maio ( Foto: Agência Brasil)

Na tentativa de evitar um racionamento de energia elétrica nos próximos meses, o governo decidiu reduzir a vazão das usinas hidrelétricas de Jupiá e Porto Primavera, no rio Paraná.

Portaria assinada pelo ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) foi publicada em edição extra do "Diário Oficial da União" no fim da noite de sexta-feira (11).

Pelo texto publicado, o concessionário da usina hidrelétrica Jupiá deverá iniciar imediatamente a realização de testes de redução de defluência mínima até atingir o valor de 2.300 m³/s de forma estável, a partir de 1º de julho. Hoje, a quantidade mínima de água liberada na usina é de 3.300 m³/s.

No caso da hidrelétrica de Porto Primavera, a redução deve ser de 3.900 m³/s para 2.700 m³/s.

Estas reduções já haviam sido recomendadas em uma nota técnica do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) no fim de maio.

O texto do ONS informa que "os níveis de armazenamento dos reservatórios localizados na bacia do rio Paraná não se recuperaram de forma satisfatória ao longo do período úmido 2020/2021, resultado da pior sequência hidrológica dos últimos 50 anos do histórico para o período de setembro a maio observada nessa bacia".

Simulações executadas pelo ONS demonstram que a geração hidráulica compulsória necessária para o atendimento das defluências mínimas das usinas de Jupiá e Porto Primavera é o fator limitante para proporcionar melhores condições de operação hidráulica na bacia do rio Paraná.

De acordo com o Operador, o ganho energético do incremento de geração proveniente de outras fontes resultará em ganhos de armazenamento em outras bacias.

Ainda segundo o ONS, a flexibilização nas duas usinas hidrelétricas em conjunto com a flexibilização da cota mínima de operação da hidrovia Tietê-Paraná vão proporcionar ganhos de armazenamento nos principais reservatórios da bacia do rio Grande.

"Especificamente para a UHE [usina hidrelétrica] Furnas, tais flexibilizações evitam o esgotamento dos recursos", informa a nota do Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Após a pior seca da história, os reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste terminam o período de chuvas no menor nível desde 2015.

No fim de maio, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou a aplicação do patamar 2 da bandeira tarifária vermelha para o mês de junho, ao custo de R$ 6,243 para cada 100kWh (quilowatt-hora) consumidos.

A agência citou "condições hidrológicas desfavoráveis" em maio para ativar o patamar mais caro dos sistema de bandeiras tarifárias.

O Ministério de Minas e Energia ampliou o leque de usinas termelétricas sem contrato que podem ser usadas para tentar evitar um racionamento de energia em 2021. Portaria de 7 de junho abriu a possibilidade de acionamento de usinas a outros combustíveis além do gás natural.

A busca por novas fontes de geração é uma das prioridades do esforço do governo para evitar o racionamento, diante do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. 

 

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