Sábado, 27 Novembro 2021

Sala de aula enche com fim de rodízio na rede municipal de São Paulo

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Sala de aula enche com fim de rodízio na rede municipal de São Paulo

 A unidade atende pela manhã adolescentes matriculados em turmas de 6° ao 9° ano

Retorno das aulas presenciais (Foto: Tânia Rêgo/ Agência brasil)
O primeiro dia do retorno das aulas presenciais em sua totalidade –sem o rodízio de alunos como ocorria desde o início do ano letivo– foi marcado por salas cheias na Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Professora Sylvia Martin Pires, na Vila da Saúde (zona sul da capital paulista).
A unidade atende pela manhã adolescentes matriculados em turmas de 6° ao 9° ano. No período da tarde, crianças do 1° ao 5° ano.
Tendo como base a presença registrada pela manhã, a assistente de diretor Kátia Vilela detalhou que 90% dos alunos regulares se apresentaram para as aulas presenciais na manhã desta segunda-feira (25). "Hoje, temos o dobro [em relação ao período com rodízio]. Eu tinha 10 em cada sala, hoje tenho 20, 25 alunos em cada sala."

Ela explicou que os outros 10% ainda preferem ficar sob aulas remotas. "A gente observou que são pais de crianças que não foram vacinadas. Menores de 12 anos. [Também] um número pequeno de crianças que moram com os avós ou pessoas com comorbidade, então esse é o receio", disse Kátia, ao mencionar a ausência de alguns adolescentes.
A Secretaria Municipal de Educação, gestão Ricardo Nunes (MDB), diz que a participação nas atividades presenciais é decisão dos pais ou responsáveis, mas que é necessário a assinatura de termo de responsabilidade e no comprometimento para a retirada das atividades e participação nas aulas remotas. O uso de máscaras e álcool em gel continuam obrigatórios nos locais.
A reportagem notou que, em uma sala de 9° ano, das cerca de 30 mesas e cadeiras disponíveis, 27 estavam ocupadas pelos estudantes.

Um dos alunos que voltou a ter contato com professores e colegas foi um adolescente de 14 anos. O estudante do 9° afirmou que havia se afastado das aulas presenciais desde o início da pandemia por morar em um apartamento com a avó de 67 anos.
O jovem ainda confirmou ter tomado a primeira dose da vacina contra o coronavírus, e que aguarda pela segunda dose, que deve ser aplicada em novembro. Mesmo sem ir para a escola, ele sustentou que assistia o conteúdo programático pela internet.
"Desde fevereiro nenhum caso de Covid na escola. É um trabalho difícil, que a gente tem que ficar atento o tempo inteiro", disse Kátia Vilela. Ainda segundo ela, as conversas com os pais são mantidas para uma melhor adequação aos procedimentos. "Se a gente notar que algum aluno não está conseguindo acompanhar o protocolo, a gente aconselha aos pais que ele continue no ensino remoto."

Pais são favoráveis ao retorno Assim como os alunos e funcionários da Emef Professora Sylvia Martin Pires, os pais com filhos matriculados na Emef Roberto Plínio Colacioppo, no Jardim Celeste (zona sul da capital paulista), também se mostraram despreocupados com o retorno das aulas presenciais em sua totalidade.
A visão é de que o ensino remoto não consegue fazer com o que a criança absorva melhor o aprendizado, essa foi a queixa da motorista de transporte por aplicativo Karla Pereira Borges, 39, mãe de uma menina de sete anos matriculada no 2° ano.
"Eu acredito que não tenha mais problema. Ela já estava vindo. Acredito em uma melhora na educação, porque em casa a gente não consegue ensinar da forma que os professores ensinam. Ela teve muita dificuldade em aprender a ler e escrever em casa."
Já a dona de casa Luana Amorim, 31, alegou que seu filho já comparecia normalmente quando do rodízio promovido pela Secretaria Municipal de Educação, mas que se questionava sobre alguns locais abertos ao público já sem restrição. "Eu achei interessante a volta às aulas. Era preciso. Se os parques estão abertos, por que as escolas não voltam?"

Ela ainda diz que seu filho, um menino de sete anos, matriculado no 1° ano, carrega na mochila outras três máscaras, além da que usava no rosto. Segundo Luana, a orientação é para que ele troque ao longo do período na escola.

Além das duas mães, o porteiro Senival Lins, 43, também aguardava na fila até que sua filha de sete anos entrasse na unidade de ensino. Ele também disse não temer o retorno das turmas por completo na escola. "Já está voltando ao normal. Não está 100%, mas não tenho receio." 

 

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