Sábado, 25 Junho 2022

Suicídio coletivo é a suspeita para o mistério da família que se atirou do 7° andar

Brasil + MundoINVESTIGAÇÃO

Suicídio coletivo é a suspeita para o mistério da família que se atirou do 7° andar

O pai de 40 anos, a sua esposa de 41 anos, a irmã gémea desta e a filha de 8 anos do casal são as vítimas mortais desta tragédia

Não há indícios de crime, ou do envolvimento de terceiros no incidente (Foto: Cyril Zingaro/Keystone/Divulgação)

A morte dos quatro membros de uma mesma família francesa em Montreux, na Suíça, ainda é envolvida de mistério. As autoridades suspeitam de um suicídio coletivo de uma família que apreciava teses conspiratórias.

O pai de 40 anos, a sua esposa de 41 anos, a irmã gêmea desta e a filha de 8 anos do casal são as vítimas mortais desta tragédia. Um adolescente de 15 anos também caiu da varanda, mas não morreu, continua em coma no hospital.

Os indícios recolhidos pelas autoridades apontam que as cinco pessoas da família se atiraram da varanda do sétimo andar do prédio, numa altura aproximada de 20 metros.

A tragédia aconteceu em (24) deste mês, e as investigações continuam. Até o momento supõe que a família se atirou da varanda no momento em que agentes da polícia batiam na porta do apartamento, para uma verificação escolar (considerando que as crianças não estavam frequentando a escola).

"Os polícias não conseguiram entrar no apartamento. E foi nesse momento que a família decidiu pular a varanda do sétimo andar", refere o porta-voz da polícia local, Jean-Christophe Sauterel, em declarações divulgadas pela rádio suíça RTS e citadas pelo jornal francês Le Figaro.

"Antes ou durante os fatos, ninguém escutou "o mínimo ruído ou grito proveniente do apartamento ou da varanda", refere ainda o comunicado da polícia.

Não há indícios de crime, ou do envolvimento de terceiros no incidente.

A família
A família estava estabelecida na Suíça há vários anos e as duas irmãs adultas eram médicas – a mãe das crianças era dentista e a outra era oftalmologista. O pai de família trabalhava em casa, possivelmente na área do comércio eletrônico.

A imprensa internacional relatou que a família vivia de forma "autossuficiente", afastados da sociedade, "com poucos contatos com o exterior", mas sem problemas com a justiça. Só a oftalmologista trabalhava fora de casa. A dentista teria perdido a licença para exercer a profissão. (não se sabe o motivo).

A menina de 8 anos não frequentava a escola, e ela e a mãe não estavam "inscritas oficialmente" entre a população residente no país. Até então as autoridades tinham conhecimento de que ambas teriam ido para Marrocos em meados de Abril de 2016, e que não tinham voltado a Montreux.

O adolescente que está hospitalizado estava se escolarizando em domicilio e a ação policial visava confirmar esse fato.

Como os pais não responderam à requerimentos das autoridades escolares, um dossiê foi enviado à prefeitura, que então pediu à polícia que fossem procurar o pai para que pudesse explicar a situação escolar do seu filho. Dada circunstâncias, as autoridades acreditam que a família tinha receio de interferência das autoridades nas suas vidas, sem se conhecer o motivo, aponta o comunicado da polícia.

Além disso, na investigação as autoridades notaram que depois do início da pandemia, "a família estava muito interessada em teses conspiratórias e de sobrevivência".

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