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‘O pior inimigo da natureza é a pobreza’, diz ministro Paulo Guedes em Davos

O ministro também falou que a produção de alimentos ainda depende de agrotóxicos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (21) que as pessoas são obrigadas a degradar o meio ambiente quando estão na pobreza. A fala do ministro ocorreu durante um painel do Fórum Econômico Mundial, em Davos, que tratava sobre o futuro da indústria e do trabalho. 

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“O pior inimigo da natureza é a pobreza. As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer”, disse. O ministro também falou que a produção de alimentos ainda depende de agrotóxicos. 

“Todos nós queremos um espaço mais verde e queremos mais comida. E dependendo de quais químicos você usa para ter mais comida, você não tem um espaço limpo. E isso é uma solução política muito complexa”, afirmou. 

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“Você não tem um meio ambiente limpo porque as soluções não são simples. São complexas”, acrescentou o ministro. 

Guedes afirmou ainda que, no Brasil, o poder do voto é muito grande. “As pessoas querem as indústrias e os empregos, mas ao mesmo tempo há pressão de tornar isso verde. É um balanço delicado, mas temos certeza de que iremos alcançá-lo.” 

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Como o painel tinha como foco a discussão sobre manufatura não houve espaço para aprofundar o tema. 

Guedes não falou sobre o trabalho do agronegócio brasileiro para elevar a produtividade e não ocupar áreas de matas, uma grande preocupação de ambientalistas em relação ao Brasil. 

O primeiro ano do governo Jair Bolsonaro foi marcado por críticas da comunidade internacional sobre a forma como o país lida com os temas ambientais, especialmente o episódio das queimadas na Amazônia. Bolsonaro não foi ao evento neste ano. 

Além disso, a temática ambiental é central no fórum de Davos neste ano. Diversas das sessões do fórum são dedicadas a negócios mais verdes e à participação das empresas para que se cumpra o que está no Acordo de Paris sobre o Clima – a manutenção do aquecimento do planeta em no máximo 1,5°C neste século. 

GRETA 

A jovem ativista Greta Thunberg é o símbolo do evento neste ano, que marca 50 anos do evento nos Alpes Suíços. A adolescente sueca que se tornou a paladino do combate à mudança climática falou ao lado de outros jovens em Davos sobre a urgência de se conter e mitigar o aquecimento global. 

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A ativista Greta Thunberg, 16 anos, discursa a empresários e lideranças no Fórum Econômico Mundial

Embora não fale ainda no palco principal, normalmente reservado a chefes de Estado e governo ou líderes globais que se tornaram referência pop em seus campos, Greta foi recebida neste ano como estrela do evento. No painel feito pelo Fórum para celebrar seus 50 anos, é Greta quem simboliza a edição de 2020. 

A ativista falou e se recusou de desviar de sua mensagem central para o Fórum: de que é preciso parar de falar de aquecimento global com base em opiniões e se ater a fatos comprovados pela Ciência e começar a agir.

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