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Prefeitura usará tempo ocioso para recapear marginal

Sobre a falta de prazos e de informações, Covas atribuiu à complexidade da recuperação da estrutura viária

Sem prazo para finalizar a obra do viaduto que cedeu na marginal Pinheiros e desconhecendo também o tipo de técnica de engenharia a ser utilizada no local, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que irá fazer o recapeamento da pista expressa enquanto a pista permanecer interditada para o tráfego de carros.

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Sobre a falta de prazos e de informações, Covas atribuiu à complexidade da recuperação da estrutura viária. Em vistoria na estrutura que cedeu na madrugada da última quinta-feira, o prefeito também não disse quando o trânsito será liberado em ao menos parte dos 20 km da pista expressa da marginal que estão interditados desde o colapso da estrutura.

“Estamos na fase de escoramento, depois vêm as estacas e só depois o processo de macaqueamento. Só daí vamos poder ter uma ideia de qual vai ser a engenharia necessária e qual vai ser o prazo necessário para finalizar a obra”, disse o prefeito.
O tucano informou também que busca uma solução definitiva para o problema causado pela cisão do viaduto.

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Outro entrave para a aceleração das obras é a ausência do projeto original do viaduto, erguido na década de 1970 a partir de um convênio entre o município e a antiga Fepasa.

De acordo com o secretário de Obras, Vitor Aly, a dificuldade em encontrar as informações da construção da estrutura impõe mais trabalho nessa fase da reconstrução. “O projeto abrevia o trabalho. A engenharia vai nos permitir ter acesso a detalhes da estrutura. Sem isso, vamos ter que reconstruir o viaduto novamente e, a partir disso, ver que tipo de problema afetou a estrutura “, disse Aly.

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O secretário também informou que está em contato com a secretaria estadual de Transportes para encontrar os documentos. “O secretário me pediu até amanhã para encontrar o projeto já que é feriado prolongado em São Paulo.”

TAPUMES

Não foi só pelo fechamento da pista expressa da marginal Pinheiros que o viaduto que cedeu na última quinta-feira causou impactos no trânsito. Na altura do incidente, há quem reduza a velocidade e até pare e desça do veículo para garantir uma selfie com o desnível do solo, de cerca de dois metros.

‘Eu estava lá na sexta-feira ajudando a operação”, contou o secretário municipal dos Transportes, João Octaviano, ontem. “Uma pessoa parou, começou a tirar foto. Eu pedi para passar, o sujeito continuou tirando foto. Eu falei: ‘O que você quer ver aí?’ ‘Eu quero ver cair’”.

Para evitar a prática, a prefeitura instalou tapumes nas proximidades do viaduto.

Segundo Milton Persoli, o presidente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), já houve impactos no trânsito. “Hoje você tem uma lentidão até exatamente esse ponto [da ruptura do viaduto]. As pessoas diminuem, passam a olhar, tiram foto, até descer, parar, tirar uma selfie e voltar.”

“O principal ponto é exatamente junto à obra. O desnível é bastante visível, isso causa impacto e eles querem registrar. A gente não tem observação em nenhum outro trecho da marginal em que o usuário têm esse comportamento.”

Dos cerca de 16 km de pista expressa que estavam bloqueados, dois trechos de 5 km cada um foram liberados no começo da tarde de ontem: da ponte Octavio Frias de Oliveira (ponte Estaiada) até a ponte Eusébio Matoso, no sentido Interlagos/Castelo Branco; e da ponte João Dias até a ponte Octavio Frias de Oliveira.

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