Quarta, 08 Dezembro 2021

Alibaba quer centro em Viracopos

Alibaba quer centro em Viracopos

Em uma grave crise financeira e sem um projeto viável, o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, pode virar um centro de distribuição da chinesa Alibaba.
Em uma grave crise financeira e sem um projeto viável, o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, pode virar um centro de distribuição da chinesa Alibaba. A gigante asiática do comércio eletrônico está representada no Brasil pela Global Logistic Properties, que negocia com os sócios do aeroporto.

Os valores da operação não foram revelados, mas, segundo pessoas que participaram das conversas, houve uma entrega de proposta que prioriza o tráfego dos aviões da própria companhia chinesa.
Desde 2012, Viracopos é administrado pela Aeroportos Brasil, concessionária controlada por empresas privadas - UTC, Triunfo e Egis -, que tem a estatal Infraero como sócia (49% de participação).
Os chineses querem adquirir o controle da concessão e pretendem desenvolver um projeto com mais recursos para a movimentação de cargas e menos para o tráfego de passageiros, que segue em declínio desde a privatização.
ALIEXPRESS
O Alibaba chegou ao Brasil, em 2014, com o site de compras AliExpress, voltado ao varejo, e com o Alibaba.com, para compras no atacado. No ano passado, o Brasil chegou a ser o quarto maior mercado do grupo com cerca de 2,5 milhões de clientes.
Recentemente, em viagem ao Brasil, Jack Ma, controlador da Alibaba, afirmou publicamente que estudava formas de ter um escritório no país para fomentar, além da venda de artigos produzidos na China, investimentos em logística e a oferta de crédito.
Mas os chineses não estão sozinhos na disputa. O fundo de investimentos IG4, em conjunto com a operadora aeroportuária Zürich, propôs aos atuais acionistas um pagamento de R$ 500 milhões, quitar as outorgas em atraso, e converter em ações a dívida de R$ 2,6 bilhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O banco concentra 90% da dívida do aeroporto - que totaliza R$ 2,9 bilhões. O restante (R$ 300 milhões) seria assumido pelos compradores.
 

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Quinta, 09 Dezembro 2021

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