terça-feira, 12 maio 2026
TRIBUNAL DE CONTAS

TCE-SP fiscaliza gestão de materiais escolares em Cosmópolis e identifica livros danificados por infiltração

Auditores verificam almoxarifado da Educação e uma escola municipal; secretária Isabel Cristina afirma que problema foi pontual
Por
Thayla Nogueira

Cosmópolis recebeu nesta semana fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), que avalia a gestão de materiais educacionais em cerca de 300 municípios paulistas. A ação analisa desde a aquisição até a entrega de livros didáticos, kits e uniformes, incluindo armazenamento, estoque e distribuição.

Auditores visitaram o almoxarifado da Secretaria de Educação e uma escola da rede municipal, onde verificaram estruturas e conversaram com alunos. Foi constatado que parte dos livros didáticos estava no chão e danificada por infiltração após chuvas recentes.

No município, auditores estiveram no almoxarifado da Secretaria de Educação e em uma escola da rede municipal. Foto: Reprodução/TCE

Livros como reserva técnica
A secretária de Educação, Isabel Cristina, classificou o problema como pontual. “Alguns livros estavam no chão e, por conta de um problema estrutural da sala, acabaram molhando, prejudicando a capa, mas a maioria está intacta”, explicou. Ela destacou que os itens servem como reserva para alunos que ingressam na rede ao longo do ano. “O que nós temos aqui não é uma quantidade tão grande, é principalmente para atender quem chega no município e não tem o material”, afirmou.

Uniformes em dia
A vistoria também confirmou que não há falta de uniformes nas unidades. “Esses uniformes ficam aqui para reposição, principalmente por questão de numeração ou para alunos que vêm de transferência. Todas as escolas receberam e todos os alunos têm uniforme”, disse a secretária. Nenhum estudante foi prejudicado por falta de materiais.

Ação estadual ampla
O TCESP mobilizou centenas de auditores para garantir eficiência nos gastos públicos na educação. A presidente Cristiana de Castro Moraes enfatizou que a operação identifica falhas e orienta gestores, ocorrendo no início do ano letivo para correções rápidas.

Desde 2016, o Tribunal realiza fiscalizações ordenadas em áreas como educação e saúde, produzindo diagnósticos para melhoria da gestão.

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