Segunda a Anvisa, não há qualquer problema com o imunizante em si, são problemas apenas burocráticos relacionados ao laboratório
Americana e Nova Odessa aplicaram, juntas, 26.410 doses de CoronaVac de lotes suspensos pela Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) e interditados pelo Ministério da Saúde na última semana. Até que a agência termine a apuração, 25 lotes da vacina ficaram interditados.
Americana aplicou 21.940 doses que tiveram interdição cautelar, sendo 14.700 do lote J202106033 e 7.240 do lote L202106048.
Já Nova Odessa recebeu 4.470 doses do lote J202106033, que foram aplicados na população em adultos de 18 anos ou mais.
Ambas as vigilâncias epidemiológicas informaram que nenhum evento adverso foi notificado.
“A Anvisa notificou na última sexta-feira (3) a interdição de um lote de vacina que recebemos em julho. Não há qualquer problema com o imunizante em si, são problemas apenas burocráticos relacionados ao laboratório”, afirmou em nota a Vigilância Epidemiológica de Nova Odessa.
Em Americana, as doses dos lotes que ainda não haviam sido aplicadas foram recolhidas.
Sumaré também recebeu doses do lote J202106033, mas de acordo com a secretaria de Saúde da cidade, o imunizante está represado na Central de Imunobiológicos até nova orientação da DRS VII (Departamento Regional de Saúde de Campinas).
A secretaria de Saúde de Hortolândia informou que o município ainda está analisando os lotes e que aguarda posicionamento da secretaria Estadual de Saúde.
Santa Bárbara d’Oeste não respondeu se havia aplicado doses dos lotes até a conclusão desta reportagem.
Ao todo, 12,1 milhões de doses, enviadas da farmacêutica Sinovac, da China, foram interditadas no país.
Segundo a Anvisa, as vacinas foram envasadas em uma fábrica que não foi inspecionada, nem aprovada pela agência brasileira. O estado de São Paulo aplicou 4 milhões de doses interditados.





