segunda-feira, 24 junho 2024

Americana está entre as cidades do Estado de São Paulo menos expostas à violência

O Instituto Sou da Paz divulgou as estatísticas criminais do Estado de São Paulo e aferiu que Americana está entre as dez cidades com mais de 50 mil habitantes menos expostas a crimes violentos. O Índice de Exposição a Crimes Violentos (IEVC) tem o objetivo de facilitar a avaliação multidimencional da violência e da segurança pública no Estado e inclui homicídios e latrocínios, estupros e crimes contra o patrimônio, como roubo de veículos e de cargas, entre outros.

Dos 139 municípios com mais de 50 mil habitantes, Americana ficou em 9º lugar como a cidade menos exposta, com um índice geral de 9,7. De acordo com o documento do Instituto Sou da Paz, o índice varia de 0 a 100, sendo que quanto mais próximo de 100 mais a cidade está exposta a crimes violentos. Nos subíndices, a pontuação de Americana ficou em 9,3 para crimes letais; 14,7 para crimes contra a dignidade sexual; e 5,5 para crimes contra o patrimônio.

A pesquisa demonstra que em todo o Estado de São Paulo a maioria dos crimes registrou queda em 2018 em comparação com o ano anterior. Os casos de mortes violentas caíram 11%; roubos em geral e roubos de veículos, em particular, 14%; apreensão de armas, 17%; latrocínios, 19%. A tendência de queda só não foi registrada nos casos de estupro, que foram 8% maiores do que em 2017.

O comandante da Guarda Municipal, Marcos Guilherme, afirmou que os bons índices são bastante satisfatórios e elencou uma série de procedimentos adotados pela corporação que impactam positivamente na segurança da cidade. “A Guarda Municipal de Americana elabora mapas e relatórios gráficos, que orientam as operações e ações integradas. Com estes recursos, a corporação pode aprofundar as avaliações e dar respostas mais rápidas e eficazes no combate à criminalidade”, afirmou.

Além do patrulhamento ostensivo por toda a cidade, a Guarda Municipal desenvolve várias ações, entre elas, a operação saturação, com abordagens de pessoas em atitudes suspeitas. Entre os patrulheiros, há grupos que trabalham, especificamente, no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica e prevenção de drogas em escolas. Além disso, a Gama conta com uma sala de videomonitoramento, com câmeras instaladas em pontos estratégicos do Centro da cidade.

As imagens são transmitidas em tempo real para a Central, onde profissionais as analisam e, se necessário, destacam viaturas para o local onde está sendo praticado algum delito. Além dos flagrantes, as câmeras auxiliam na identificação de criminosos que conseguiram fugir antes de serem flagrados.

Marcos Guilherme lembrou, ainda, que a Gama também trabalha com dados estatísticos em parceria com a Polícia Militar e Polícia Civil, além do Programa Câmera Cidadã, no qual os cidadãos fornecem imagens das câmeras particulares para o Setor de Inteligência da corporação. Essa colaboração facilita a identificação de autores de roubo, com a sua prisão de maneira rápida.

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