Quinta, 19 Mai 2022

Acusada de obrigar funcionários a trabalhar com Covid em Americana é investigada em outras cidades

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Acusada de obrigar funcionários a trabalhar com Covid em Americana é investigada em outras cidades

Denúncia aponta que empresa colocaria colaboradores do Poupatempo para trabalhar mesmo com sintomas gripais

Poupatempo | Agências em Americana, Itatiba e Jundiaí são alvos de denúncias (Foto: Divulgação)

Funcionários da unidade do Poupatempo de Americana afirmam que são coagidos a trabalhar mesmo apresentando sintomas de síndromes gripais. A unidade é administrada pelo Consórcio BHG Poupatempo Interior, alvo de inquérito aberto pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) para apurar se essa prática também estaria ocorrendo nas unidades de Jundiaí e Itatiba, também administradas pela empresa.

Em Americana, a Vigilância Sanitária realiza hoje uma vistoria no Poupatempo para verificar se estão sendo cumpridos os protocolos de segurança à saúde de funcionários e usuários.

Na terça-feira (25) o jovem Welington Aparecido Felix, o Well Felix, de 28 anos, funcionário do Poupatempo de Americana, faleceu por complicações de Covid-19 e Influenza.

Well havia sido diagnosticado com a coinfecção na última sexta-feira (21).

De acordo com a mãe de um funcionário, que preferiu não se identificar, entre cinco e seis profissionais trabalham atualmente com sintomas da doença.

"Eles vão trabalhar com sintomas, então começa a pressão psicológica da coordenação, que diz que se faltar muito corre o risco de perder o emprego. Eles questionam se tem certeza que querem pegar atestado, se isso é por estar com sintomas ou só pelo afastamento", afirma.

Ela diz que foi justamente o que aconteceu com o filho, que apresentou um atestado de três dias, mas voltou a trabalhar até que o resultado para confirmação da infeção por Covid-19 ficasse pronto. "Quando tivemos o positivo, já estava bem adiantada (a doença) e ele permaneceu trabalhando", conta. "O próprio Well trabalhou com sintomas e, por não estar se sentindo bem, acabou deixando o trabalho e procurando o médico. No mesmo dia foi intubado", completa.

Segundo o MPT, a denúncia de falta de adoção de protocolos contra a Covid-19 foi feita no dia 20 de janeiro.

OUTRO LADO
Procurado, o Consórcio BHG afirmou, por meio de nota, que "em razão de obrigações e deveres contratualmente assumidos entre o Consórcio BGH Interior 3 e a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo)" não poderia prestar esclarecimentos sobre o assunto, de responsabilidade do órgão estadual.

A Prodesp, por sua vez, também por meio de nota, diz que "o Poupatempo segue com rigidez todos os protocolos sanitários preconizados pelo Estado" e que "repudia" atos contrários.

"O Poupatempo preza pela integridade de seus colaboradores e adota medidas de segurança contra a Covid-19 em todas as mais de 100 unidades em funcionamento no Estado. Também repudia qualquer ato contrário aos cuidados necessários para a propagação do coronavírus. Além de solicitar às empresas contratadas a comprovação da vacinação dos funcionários, o Programa determina o afastamento imediato dos colaboradores após relato de qualquer sintoma e comprovação da doença. Para evitar aglomerações e zelar pela saúde dos colaboradores e também da população geral, as unidades do Poupatempo atendem apenas os serviços que necessitam da presença do cidadão para serem concluídos", traz a nota.

Questionada sobre o número de afastamentos por Covid-19 na unidade de Americana nos últimos dois meses, a Prodesp não respondeu. 

 

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