Todo mundo sabe que a educação transforma vidas. No Ceeja (Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos) de Americana, esse impacto vai além da sala de aula. A unidade atende estudantes que, por diferentes motivos, interromperam os estudos e hoje encontram a oportunidade de recomeçar em um ambiente acolhedor e inclusivo.
Com estrutura adaptada e suporte pedagógico, o Ceeja atende jovens e adultos que desejam concluir o ensino fundamental ou médio, incluindo alunos com deficiência auditiva, intelectual e visual.

Uma das histórias que simbolizam esse trabalho é a da aluna Karine Martins, de 37 anos, moradora de Santa Bárbara d’Oeste. Há cerca de um ano e dez meses, ela sofreu um grave acidente ao ser prensada entre dois carros. Karine perdeu as duas pernas, ficou 11 dias em coma e também teve perda parcial da visão.
Casada desde muito nova, ela havia interrompido os estudos para se dedicar à família. Depois de sobreviver ao acidente, decidiu mudar a própria trajetória e voltou para a sala de aula.
“Depois que eu acordei, eu vi que precisava aproveitar mais a vida. Resolvi voltar a estudar e hoje já penso em fazer faculdade”, contou a estudante.
Karine está perto de concluir o ensino médio e planeja seguir carreira na área da saúde. Entre os cursos desejados estão fisioterapia, psicologia e biomedicina.

Inclusão e autonomia
Outro aluno que encontrou no Ceeja a chance de reconstruir a própria rotina é Marcos Ferrari, de 52 anos. Ex-carreteiro, ele precisou abandonar a profissão após perder grande parte da visão.
Longe da escola desde a quarta série, Marcos afirma que não imaginava encontrar uma estrutura adaptada para pessoas com deficiência visual.
“No começo eu achei que era uma escola normal. Quando cheguei aqui e vi o apoio que recebi, minha vida mudou completamente”, afirmou.
No Ceeja, Marcos utiliza teclado ampliado, provas adaptadas e materiais específicos para continuar os estudos. Atualmente, ele está no último ano do ensino médio e sonha em cursar engenharia elétrica.
Além das aulas, o estudante também participa do Grêmio da escola.

A inclusão também faz parte da rotina de outros alunos da unidade. Vinícius Cardoso, que perdeu a visão ainda nos primeiros meses de vida, foi alfabetizado em braile e conseguiu concluir o ensino médio graças à sala de recursos da escola.
Já Reinaldo Domingos perdeu totalmente a visão por causa de complicações do diabetes e encontrou no Ceeja a oportunidade de retomar os estudos.
Resgate da autoestima
Para a professora Ana Lúcia Durigan, o trabalho desenvolvido pelo Ceeja vai além do ensino tradicional e passa também pelo acolhimento emocional dos estudantes.
“O trabalho que a gente faz aqui é um trabalho de resgate da autoestima, de realização de sonhos e de superação”, afirmou.
Segundo ela, muitos alunos procuram a escola não apenas para concluir os estudos, mas também para reconstruir vínculos sociais e recuperar a confiança. “A educação transforma vidas e faz com que as pessoas se realizem a cada dia”, destacou.
A professora também ressaltou que o atendimento aos estudantes é individualizado, respeitando a realidade e o conhecimento de cada aluno.
Matrículas abertas durante todo o ano
De acordo com a equipe do Ceeja, as inscrições podem ser feitas durante todo o ano. A unidade atende estudantes que desejam concluir o ensino fundamental ou médio de forma flexível e gratuita.
Serviço – CEEJA Americana
O Ceeja Professora Alda Marangoni França fica na Rua Riachuelo, 700, na Vila Santa Catarina, em Americana.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones:
(19) 3462-2083
(19) 3406-2391





