sexta-feira, 5 junho 2026
FESTA DO PEÃO DE AMERICANA

Competidora de três tambores mostra preparação para provas à equipe da TV TODODIA

Aos 15 anos, Pietra Cervera concilia estudos, trabalho e rotina intensa de treinos para disputar classificatória neste fim de semana na 38ª edição do rodeio de Americana
Por
Nicoly Maia
As classificações acontecem em dois dias. Foto: Ana Machado/ TV TODODIA

A competidora Pietra Cervera, de 15 anos, passou a manhã desta sexta-feira (5) ao lado da equipe da TV TODODIA mostrando a rotina de preparação para as provas dos três tambores da Festa do Peão de Americana, que está na 38ª edição e acontece de 03 a 14 de junho. Entre shows e grandes atrações, as manhãs no recinto são ocupadas por famílias, cavalos e sonhos.

Durante o período da festa, ocorre a competição de três tambores, prova de velocidade em que cavalo e competidora precisam cumprir um percurso ao redor de três tambores posicionados em formato de triângulo dentro da arena. “Hoje eu acho que não é mais só sobre vitórias, mas sobre experiência e superação, porque dentro da pista muita coisa influencia. O esporte depende do cavalo, do competidor, do treinador e até das condições da pista. Tudo precisa dar certo ao mesmo tempo. Por isso, chegar em primeiro lugar é muito gratificante. Entrar em uma arena de rodeio e dar um galope da vitória não tem preço para nenhuma competidora. Mas o principal para todas nós é o bem-estar dos animais e sair da pista feliz, com a sensação de missão cumprida”, comentou Pietra.

Moradora de Americana, ela começou a competir ainda criança, aos oito anos, depois de se apaixonar pelos cavalos em visitas a fazendas com a família. Antes do rodeio, praticou ginástica, judô e capoeira. Hoje, concilia os treinos com o trabalho pela manhã, o ensino médio técnico em marketing em Campinas à tarde e os treinamentos à noite.

Velocidade e precisão na arena
Na prova dos três tambores, as competidoras precisam completar o trajeto triangular no menor tempo possível, sem derrubar os tambores espalhados pela arena. Cada tambor derrubado acrescenta cinco segundos ao tempo final. Segundo Pietra, os cavalos podem atingir velocidades entre 80 e 90 quilômetros por hora durante a disputa.

Antes da prova oficial, cavalo e competidora passam por uma adaptação ao ambiente do rodeio, com luzes, sons, locução e movimentação do público, fatores que também influenciam o desempenho dos animais. As classificatórias acontecem em dois dias, sexta (5) e sábado (6), para definir as melhores colocadas que disputarão a prova de domingo durante a Festa do Peão. Pietra deve buscar a vaga na bateria de sábado.

Preparação começa antes da arena
Na manhã acompanhada pela TV TODODIA, Pietra mostrou parte dos cuidados realizados antes da competição. O cavalo Spire Zorrero recebe ligas de proteção nas patas e outros equipamentos de segurança para garantir estabilidade durante a prova. Ela também destacou a importância do aquecimento antes das apresentações e dos cuidados após as disputas, para prevenir lesões e preservar o bem-estar dos animais.

A jovem já acumula títulos em rodeios de cidades da região e do interior paulista, além de recordes de pista em competições da modalidade.

Estrutura e rotina nos bastidores
Durante as competições, Pietra e outros competidores costumam chegar um dia antes para montar toda a estrutura no local. Os cavalos ficam em baias, que podem ser de alvenaria ou estruturas montadas com serragem, de acordo com cada campeonato. Já os competidores se hospedam em barracas, caminhões ou trailers, conforme a disponibilidade.

A alimentação é feita com churrascos, refeições no próprio recinto ou compras de comida e água fora do evento. Em rodeios mais longos, a estrutura de alojamento se torna essencial para o bem-estar de competidores e animais. Alguns trailers funcionam como casas móveis, com camas, ar-condicionado, televisão, chuveiro e banheiro.

Os cavalos são transportados em caminhões adaptados, com divisórias, feno, ração e suplementos, além de protetores nas patas para evitar machucados durante o trajeto. Nos momentos que antecedem a prova, as competidoras também cuidam da apresentação dos animais, com tranças na crina para evitar que os fios atrapalhem dentro da arena. “Nós competidoras sempre deixamos o cavalo muito bonito e organizado, e também gostamos de nos arrumar. Geralmente uma competidora ajuda a outra a fazer as tranças”, contou Pietra.

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