
Uma criança de quatro anos diagnosticada com TEA (Transtorno do Espectro Autista) foi encaminhada para um abrigo após suspeita de maus-tratos registrada na noite de quarta-feira (24), no bairro Vila Mariana, em Americana. O Conselho Tutelar constatou situação de risco à saúde e à integridade do menino e determinou o acolhimento institucional.
Segundo o boletim de ocorrência, a criança foi encontrada com roupas sujas e forte odor de urina, o que, conforme o registro, indicava ausência de cuidados adequados e exposição a riscos. Diante da situação, o Conselho Tutelar foi acionado para avaliação.
Ocorrência começou com denúncia de violência doméstica
A Polícia Militar foi acionada via Copom para atender uma ocorrência de desentendimento familiar. No local, a mãe relatou ter sido agredida pelo companheiro com socos e esganadura. Os policiais constataram escoriações no joelho esquerdo e na mão direita. O homem alegou legítima defesa e apresentava lesão na boca. Ambos recusaram atendimento médico.
Conselho Tutelar determinou acolhimento
As partes foram conduzidas à unidade policial. Segundo o registro, os dois apresentavam sinais de embriaguez, como agressividade, olhos avermelhados e odor etílico, e relataram consumo de álcool e maconha.
Na delegacia, o Conselho Tutelar foi acionado e, após avaliação, decidiu pelo acolhimento institucional da criança, diante da vulnerabilidade e da ausência de cuidados considerados adequados. O órgão informou que será instaurado procedimento de acompanhamento familiar.
Pais negam negligência
Em depoimento, os pais negaram negligência e afirmaram viver em situação de vulnerabilidade econômica. A mãe disse que o filho estava sujo porque brincava no quintal e havia urinado pouco antes da chegada da equipe.
Ela confirmou o consumo de álcool e maconha. O pai afirmou ter ingerido uma lata de cerveja e fumado maconha enquanto trabalhava, alegando que isso não comprometeu os cuidados com o filho.
Pais permanecem presos
A autoridade policial determinou a prisão em flagrante dos responsáveis, que permanecem à disposição da Justiça para audiência de custódia.
Eles devem responder por lesão corporal recíproca e maus-tratos à criança em contexto de violência doméstica. Segundo a polícia, o menino estaria exposto a riscos devido à condição dos responsáveis e às circunstâncias em que foi encontrado.





