sexta-feira, 28 agosto 2026
OBSERVAÇÃO DA LUA

Eclipse lunar encanta moradores durante a madrugada no Observatório de Americana

Fenômeno teve pico com 96,2% da Lua encoberta pela sombra da Terra
Por
Emilly Ferreira
96,2% do disco lunar ficou encoberto durante o eclipse. Foto: Divulgação

Mais de 400 pessoas passaram pelo Observatório Municipal de Americana para acompanhar o eclipse parcial da Lua entre a noite de quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28). O fenômeno pôde ser observado em todo o território nacional e chamou a atenção dos visitantes pela coloração avermelhada que a Lua adquiriu no período de maior cobertura.

Em entrevista à TV TODODIA, visitantes contaram a emoção de presenciar o fenômeno, e alguns relacionaram o espetáculo no céu à presença de Deus. O público também elogiou a organização preparada pelo observatório para receber os moradores.

A movimentação reuniu famílias, amigos e pessoas interessadas em astronomia, que aproveitaram a noite para observar a Lua e aprender mais sobre o fenômeno.

Lua fica quase totalmente encoberta
O eclipse ocorreu quando a Lua passou pela sombra projetada pela Terra. No ponto máximo, às 1h13, 96,2% do disco lunar ficou encoberto, o que fez o satélite adquirir uma tonalidade avermelhada escura.

Apesar de ser um eclipse parcial, a grande proporção da Lua encoberta deu ao fenômeno uma aparência semelhante à de um eclipse total.

O evento foi o último eclipse lunar de 2026 e pôde ser observado a olho nu em todo o Brasil, além de outras regiões das Américas.

OMA recebe público durante a madrugada
O Observatório Municipal de Americana, batizado de “Astrônomo Nelson Alberto Soares Travnik”, abriu as portas às 22h de quinta-feira para receber os visitantes. A atividade foi realizada no Jardim Botânico Municipal “Prefeito Carroll Meneghel”, no Parque Residencial Nardini.

A entrada foi gratuita e não era necessário fazer agendamento. Durante a atividade, o público pôde acompanhar o avanço da sombra da Terra sobre a superfície lunar por meio dos telescópios do observatório.

Segundo o astrônomo Carlos H. A. Andrade, responsável pelo OMA, o eclipse teve uma cobertura de aproximadamente 93% da Lua, conforme a previsão utilizada para a atividade.

Telescópios registram avanço do eclipse
Além de acompanhar o fenômeno, o observatório também registrou fotografias da Lua durante diferentes momentos do eclipse.

Para observar o eclipse não era necessário utilizar equipamentos de सुरक्षा. O fenômeno podia ser acompanhado diretamente a olho nu, enquanto os telescópios permitiram uma visualização mais detalhada da superfície lunar.

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