sexta-feira, 8 maio 2026

Empresa Nardini faz novo pedido de recuperação judicial

Processo visa permitir, segundo a empresa, que grupo supere crise econômico-financeira  

O último pedido foi feito em janeiro de 2021, mas a empresa desistiu da ação (Foto: Arquivo TodoDia)

A empresa Nardini S.A., tradicional fábrica de máquinas de Americana, busca na Justiça a nova recuperação judicial. Atualmente, a empresa possui 354 funcionários e vários processos trabalhistas. As dívidas giram em torno de R$ 121 milhões para 442 ex-funcionários, segundo a Justiça, devido a falta de pagamento de direitos trabalhistas como verbas rescisórias, férias e 13º salário.

Este não é o primeiro pedido de recuperação judicial que a empresa faz. O último pedido foi feito em janeiro de 2021, mas a empresa desistiu da ação. A nova administração, liderada pelo presidente Renato Franchi desde o começo deste ano, diz que a recuperação judicial “permitirá que a Nardini consiga se reerguer e continue exercendo sua função social, mantendo-se como fonte produtora, do emprego dos trabalhadores, fornecedores e clientes e também dos seus credores”.

Segundo Renato Franchi, o processo de recuperação judicial tem por finalidade dar passo importante no esforço da empresa de superar uma situação de crise econômico-financeira. De acordo com a empresa, os documentos exigidos pela lei já estão sob análise da Justiça e a direção diz aguardar um posicionamento positivo.

“Em resumo, ela quer voltar a ser sólida, gerar empregos e receitas para Americana, assim como reestruturar suas dívidas dentro de uma nova realidade de faturamento e geração de caixa. Daí a importância para que o pedido de recuperação seja aceito pelo Poder Judiciário”, disse Franchi.

A Nardini começou a fazer acordos para pagamento das dívidas de processos em trâmite no ano de 2021, após intervenção judicial solicitada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) e ex-funcionários da empresa. Em outubro de 2021, a Justiça do Trabalho determinou a penhora dos bens do grupo Nardini e nomeou um interventor para fiscalizar os trabalhos administrativos dentro da empresa.

Em dezembro de 2021, a Justiça do Trabalho também fez um pente-fino em todas as contas do grupo para realização do pagamento das dívidas atrasadas de outros processos que já foram julgados e dos funcionários que ainda não receberam.

“Não é segredo que a empresa atravessa por dificuldades e possui débitos de diversas naturezas – trabalhista, civil e fiscal. Sabe-se também do seu tamanho, potencial em seu mercado, além da sua importância para a cidade”, afirma o atual presidente da empresa. 

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