
As exportações de Americana cresceram 45,4% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e junho, as empresas do município venderam US$ 371,6 milhões ao mercado internacional, enquanto as importações totalizaram US$ 242,8 milhões, resultando em um superávit comercial de US$ 128,7 milhões, 56 vezes maior que o registrado nos primeiros seis meses de 2025.
Os dados foram compilados pelo Observatório Econômico de Americana, ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com base em estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Europa lidera compras de Americana
A Alemanha se manteve como principal destino das exportações da cidade, com US$ 240,3 milhões em compras. Na sequência aparecem Bélgica (US$ 51,1 milhões), México (US$ 17 milhões), Argentina (US$ 12,2 milhões) e Estados Unidos (US$ 11,2 milhões).
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Rafael de Barros, empresas de Americana venderam para 48 países em cinco continentes no período, com destaque para o mercado europeu. Ele também ressaltou o crescimento das compras da Bélgica, da França e do Peru.
Metais preciosos puxam pauta exportadora
O principal produto exportado pela cidade foi o complexo de metais preciosos, que movimentou US$ 270,2 milhões e respondeu por 72,7% de toda a pauta exportadora.
Também se destacaram as vendas externas de resíduos de metais preciosos e sucata eletrônica, que somaram US$ 51,1 milhões, e de pneumáticos novos, que registraram US$ 50,5 milhões em exportações.
Estados Unidos e China lideram importações
No sentido contrário, Americana importou US$ 242,8 milhões no semestre. Estados Unidos e China concentraram cerca de 45% das compras realizadas pelas empresas locais.
Os principais itens importados foram borrachas (US$ 61,3 milhões), produtos químicos (US$ 52,5 milhões) e fios e materiais têxteis (US$ 26,6 milhões), utilizados sobretudo como matérias-primas para a indústria.
Somando exportações e importações, a corrente de comércio de Americana chegou a US$ 614,4 milhões no primeiro semestre, alta de 20,8% em relação ao mesmo período de 2025.





