quarta-feira, 15 abril 2026

Saiba quais são os principais golpes contra americanenses e como evitá-los

Delegacia de Investigações Gerais de Americana adverte a população a se atentar para vantagens financeiras elevadas  

Um dos golpes mais frequente é o golpe do falso sequestro (Foto: Divulgação)

Com o aumento de casos de golpes na região, a Polícia Civil orienta a população de Americana a evitar armadilhas feitas por criminosos.

Os crimes mais frequentes praticados por estelionatários são: golpe do cartão de crédito, golpe da compra de veículos, clonagem via WhatsApp e o golpe do falso sequestro.

O golpe do cartão de crédito é quando o golpista entra em contato com a vítima, sempre no telefone fixo da residência (o golpe sé é possível pelo telefone fixo), diz ser do banco e pergunta se a pessoa reconhece determinada transação. A vítima diz que desconhece e é orientada a ligar no banco informando a fraude. O problema é que o golpista não desliga o telefone e a vítima acredita estar falando com o banco. Pedem para digitar a senha do cartão e mandam alguém buscar o cartão, às vezes eles cortam o cartão na frente da vítima para dar credibilidade, porém colam depois e o utilizam em compras futuras.

A orientação da polícia é para nunca entregar o cartão a ninguém, pois o banco não pede o cartão de volta. Em caso de clonagem, a orientação é para cancelar o cartão.

Golpe da compra de veículo: O estelionatário entra em anúncios, como os da OLX, e copia fotos e dados alterando apenas o telefone. Entra em contato com o comprador, depois com o vendedor e recebe o dinheiro que é depositado em sua conta.

A recomendação da polícia é para que o comprador, sempre que efetuar transferência de valores, confira se o titular da conta é o mesmo do anúncio e se for outro nome, confirmar se há parentesco, por meio de documentos e de preferência no cartório, na presença de um funcionário. Para o vendedor, a orientação é de que antes de entregar o veículo, conferir o pagamento na conta.

Golpe de clonagem no WhatsApp: o golpista configura o aplicativo no celular com o número, geralmente obtido em anúncios na internet. Assim que configurado, o aplicativo envia uma mensagem de confirmação por SMS para o número da vítima. O estelionatário liga para a vítima se passando por call center do site que a vítima fez o anúncio e solicita o código de segurança. De posse do código, o golpista tem acesso ao aplicativo e contatos da vítima, aos quais passa a solicitar empréstimos.

A polícia diz que, para evitar cair no pedido de empréstimo, deve-se confirmar com a pessoa se foi ela mesmo que enviou a mensagem. E para evitar que o WhatsApp seja clonado, efetue a verificação em duas etapas, recurso opcional nas configurações do aplicativo.

Golpe do falso sequestro: o golpista liga para a vítima dizendo que está sequestrando seu filho ou filha e uma pessoa imita a voz de criança, logo em seguida pedindo depósito com uma quantia em dinheiro na conta dos criminosos. Costumam tentar até que alguém caia, por isso ligam para, em média, 50 pessoas e se alguém não conseguir falar com o parente acaba depositando o dinheiro.

O investigador chefe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Americana, Eduardo César Ribeiro, adverte a população a se atentar a vantagens financeiras elevadas, e ao uso da internet. Ele explicou que grande parte dos golpes é feita por meio de celular. 

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