sábado, 5 abril 2025

Aprovada venda do São Lucas

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou nesta quarta-feira (20) a venda da operação americanense de planos de saúde São Lucas para o Grupo Notre Dame Intermédica. A operação, estimada em R$ 312 milhões, foi revelada com exclusividade pelo TODODIA em setembro, e anunciada oficialmente no início de outubro. 

Órgão regulador ligado ao Ministério da Justiça, e responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e apurar abusos do poder econômico no mercado, o Cade considerou que a baixa participação da Notre Dame Intermédica no mercado de saúde privada na região, e as características do hospital mantido pela São Lucas, não representam riscos à livre concorrência. 

O grupo São Lucas tem uma carteira de aproximadamente 87 mil clientes em Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa e apresentou, no exercício social de 2018, um faturamento líquido consolidado de R$ 229 milhões. 

Já a compradora opera planos de saúde e planos odontológicos, emprega mais de 15 mil colaboradores e tem mais de 4,9 milhões de beneficiários pelo país. 

“Importa recordar que a Intermédica possui apenas 596 beneficiários localizados no município de Americana, que corresponde a 0,49% de participação no mercado de planos de saúde na localidade, sendo pouco provável que a tal proporção possa alterar de maneira substancial a capacidade que o Grupo São Lucas teria para promover um fechamento de mercado aos hospitais, que ainda disporiam de outras operadoras de planos para ofertar seus serviços (por exemplo, Unimed, Bradesco e Sul América). De outro lado, o Hospital São Lucas também não teria condições de fechar o mercado para ofertantes de planos de saúde, na medida em que o referido hospital tem participação menor que 30% e há outros hospitais nesse município que podem atender a demanda dos planos de saúde de terceiros (tais como Hospital Santa Bárbara, Hospital São Francisco de Americana e Hospitais da Unimed)” diz o parecer técnico do Cade, acolhido integralmente pelo superintendente do conselho, Alexandre Cordeiro Macedo. 

A venda ainda precisa do aval da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), antes de ser finalizada. 

O preço de aquisição, de R$ 312 milhões, será pago à vista aos sócios da empresa de Americana na data de fechamento da transação, acrescido o caixa líquido apurado e descontada uma parcela retida para dívidas futuras. 

 
Por Walter Duarte

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