O terreno de 16 mil metros quadrados na Avenida Brasil, onde estava prevista a instalação do Praça Americana Shopping, deve ser transformado em um condomínio fechado.
Após uma disputa judicial pela posse do imóvel, os proprietários obtiveram no último dia 14 a aprovação prévia da Prefeitura de Americana para a implantação de um loteamento na área.
Além de anular as diretrizes aprovadas anteriormente para instalação de um centro de compras, o documento permite que os empreendedores apresentem o projeto a outros órgãos públicos, como a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e o Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo).
Como todo esse processo ainda está no início, não há detalhes sobre o empreendimento, como o número de lotes e a previsão de lançamento.
Procurado, o secretário municipal de Planejamento, Angelo Marton, não foi localizado ontem para comentar o caso.
O Praça Americana foi anunciado em 2012 com a promessa de um investimento de R$ 240 milhões em uma estrutura para 230 lojas, complexo de cinemas, centro de lazer, restaurantes, academia e 23 operações de fast-food.
A 5R Shopping Centers – empresa líder do projeto – ainda mantém um site em que anuncia o empreendimento de Americana como “em desenvolvimento”, embora o domínio (endereço virtual) criado para o próprio centro de compras esteja fora do ar.
Nos últimos dois anos, o grupo passou a ser alvo de ações judiciais, movidas por empresários que investiram para garantir espaços naquele que seria o primeiro shopping de Americana.
Já há processos que “transitaram em julgado” com determinação para devolução dos recursos, além de indenizações, mas nenhum lojista foi pago.
A Justiça também não localizou dinheiro em contas bancárias em nome da pessoa jurídica para bloquear.
O próximo passo é tentar o mesmo com os sócios.
A reportagem tentou contato com a empresa, mas os dois telefones informados em seu site oficial como sendo de sua assessoria de imprensa não foram atendidos.
MAIS UM
Esse não é o primeiro projeto de shopping em Americana que fracassa antes mesmo do início das obras. Em 2010, uma empresa chamada Tradeinvest chegou a anunciar um empreendimento no terreno da antiga sede social do Rio Branco, na Rua Fernando de Camargo. O grupo não pagou os R$ 10 milhões prometidos pela aquisição do imóvel, que acabou retornando para o clube.
Por Walter Duarte