segunda-feira, 22 junho 2026

Associações temem o retorno das restrições

A região voltou nesta segunda-feira (4) à fase amarela do Plano São Paulo do Governo do Estado, que permite a reabertura do comércio. Para tentar conter as aglomerações com as festas de fim de ano, o governo recuou o estado para a fase vermelha, a mais restritiva, entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1º e 3 de janeiro. Porém, nova avaliação, nesta quinta-feira (7), faz as associações comerciais da região temerem uma nova restrição.

A volta da fase amarela, a terceira do Plano São Paulo, permite a reabertura do comércio em geral, de shoppings, concessionárias, escritórios, bares, restaurantes, academias, salões de beleza, parques, cinemas, teatros e estabelecimentos culturais.

O horário de funcionamento é de dez horas diárias, e a capacidade dos estabelecimentos não deve ultrapassar os 40%. A fase vermelha, a primeira, permite apenas os serviços essenciais e horário ainda mais reduzido. Entre elas, há a fase laranja, que permite ocupação de até 20%, horário reduzido e fecha segmentos como academias e bares.

O governo prorrogou a quarentena até 7 de fevereiro. O TODODIA questionou o estado sobre a situação do DRS (Departamento Regional de Saúde) Campinas e se a região deve recuar de fase, mas a informação é de que a situação será avaliada diariamente e nada pode ser antecipado.

A decisão do governador João Doria (PSDB) de recuar o estado para a fase vermelha no Natal e Ano Novo, anunciada no apagar das luzes, desagradou o comércio. As associações da região criticaram a decisão e revelaram prejuízo dos comerciantes neste fim de ano.

“Ainda não temos [o tamanho do prejuízo], mas, sem dúvida, a restrição para a fase vermelha comprometeu a vida das empresas. Tivemos um fim de ano atípico e que as porcentagens de lucratividade diminuíram muito”, conta Wagner Armbruster, presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana).

Apesar disso, ele vislumbra um ano diferente para o comércio. “Continuamos otimistas para o início do ano no aguardo de vacinas devidamente certificadas e que possam trazer tranquilidade a todos nós”, afirmou.

Samuel Teixeira, presidente da Acino (Associação Comercial e Industrial de Nova Odessa), também disse ainda não ter em números o prejuízo dos comerciantes com a volta à fase vermelha.

“As vendas de Natal não foram tão prósperas quanto de fato se imaginaria. Retomar nova restrição ia complicar a situação financeira deles”, afirmou.

Juarez Silva, presidente da Acias (Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Sumaré), observa que o prejuízo só não foi maior porque o calendário de funcionamento do comércio de Sumaré para o final do ano já previa o fechamento no Natal e Ano Novo. “Ainda assim, as restrições afetaram diretamente os bares e restaurantes”, enfatizou.

Para Silva, o retorno para a fase amarela é uma oportunidade para o comércio iniciar o ano com o funcionamento das atividades próximo do normal. “Janeiro é um mês tradicional de promoções e é importante para movimentar as vendas neste período “, comentou.

Região tem mais 4 mortes por coronavírus

Americana registrou mais uma morte de coronavírus, de um homem de 60 anos, do bairro Cidade Jardim, que faleceu na quarta-feira (30), no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. Ele era cardíaco.

Com mais 51 casos, Americana chega a 8.861 infectados, com 211 óbitos, e cinco mortes suspeitas.

A vítima de Hortolândia é uma mulher de 95 anos, que faleceu em 18 de dezembro, na Unidade Respiratória local. Hortolândia tem 6.032 casos, com 176 óbitos.

Santa Bárbara d’Oeste teve mais duas mortes nos últimos três dias, de um homem de 73 anos, da região do Jardim Esmeralda, e de uma mulher de 63 anos, do Jardim Boa Vista.

São 8.241 casos confirmados da doença na cidade, com 229 óbitos, além de uma morte suspeita.

Nova Odessa teve 111 casos e foi a 1.665, com 60 mortes, e tem quatro mortes suspeitas.

Sumaré teve cerca de mais 200 casos e duas mortes, ambas ocorridas ainda no ano passado, de vítimas que estavam na UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) Macarenko: um homem de 80 anos e uma mulher de 81 anos, ambos com comorbidades.

Sumaré chegou a 8.335 casos, com 285 óbitos.

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