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Auxiliar pega 31 anos de prisão por assassinato da ex-namorada

Empresária Katia Keiko Picioli Ferreira foi morta estrangulada com uma toalha na garagem de casa, em 2018, aos 40 anos

O auxiliar de cozinha Bruno Cesar Bueno Bernava, 30, foi condenado a 31 anos de prisão em regime fechado e pagamento de dez dias multa por ter matado a ex-namorada, a empresária Katia Keiko Picioli Ferreira, então com 40 anos, na residência da vítima, na Rua Ibirapuera, no Jardim Amélia, em Americana, no dia 22 de outubro de 2018.

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Além disso, ele ocultou o cadáver em um canavial entre as cidades de Nova Odessa e Americana. A sentença foi proferida ontem pelo juiz da Vara do Júri de Americana, Wendell Lopes Barbosa de Souza.

A vítima foi estrangulada com uma toalha na garagem da casa onde morava e deixou três filhos que tinham 7, 14 e 21 anos na época do crime.

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Os jurados decidiram pela condenação do réu por feminicídio triplamente qualificado, ou seja, por motivo torpe, com emprego de asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da ocultação do cadáver.

A pena para feminicídio é de 12 anos e cada qualificadora aumentou a pena em seis anos cada uma, totalizando 18. Ele ainda foi condenado em mais um ano por ter ocultado o cadáver. Também não poderá recorrer da decisão em liberdade.

Os jurados também ponderaram que os três filhos da vítima ficaram desamparados. O depoimento do irmão da vítima revelou a desgraça que se abateu sobre a família após a morte.

O júri desconsiderou o argumento do réu de que ele não tinha intenção de matar a vítima – ele foi na casa dela armado com quatro facas.

“De outro lado, tem-se um acusado que cometeu o delito completamente transtornado pelo uso desmedido de cocaína misturada com anabolizantes, tudo regado a muita bebida alcoólica, tanto que ele mesmo sequer soube dizer em interrogatório acerca de detalhes da consumação do crime”, menciona trecho da sentença.

Consta na sentença que o réu ficou sem fonte de renda depois que a vítima rompeu o relacionamento e deixou de fazer empréstimos para ele com o cartão de crédito.
A reportagem não localizou o advogado de defesa.

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