As cidades da Região Metropolitana de Campinas passaram a integrar a expansão da Trilha de Proteção Social, iniciativa voltada ao atendimento de famílias em extrema vulnerabilidade e que faz parte do programa SuperAção SP, da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS). Com a ampliação, pessoas em situação de insegurança alimentar grave poderão receber um auxílio mensal de R$ 156,19 por integrante da família.
O valor corresponde a 1/12 do salário mínimo paulista e poderá ser pago por um período de 12 a 24 meses, conforme a permanência da situação de insegurança alimentar grave.

Atendimento pelo CRAS
Segundo a SEDS, cerca de 32 mil famílias que se enquadram nos critérios da Trilha de Proteção Social vivem nos municípios da área de cobertura da TV TODODIA.
O diretor de Desenvolvimento Social da pasta, Marcelo Ricci, explicou que a Trilha de Proteção Social complementa a Trilha de Superação da Pobreza, voltada à inserção produtiva e ao acesso ao mercado de trabalho. Ele afirmou que o foco está nas famílias com maiores dificuldades para inclusão produtiva, como moradores em situação de rua, idosos ou núcleos sem adultos em idade ativa.
Ricci destacou ainda que o objetivo é garantir acompanhamento e atendimento pelo CRAS, especialmente para famílias que ainda não recebem o Bolsa Família, embora tenham direito ao benefício.
Cidades contempladas
Na Região Administrativa de Campinas, a Trilha de Proteção Social foi ampliada para 26 municípios, entre eles Americana, Araras, Cabreúva, Cordeirópolis, Elias Fausto, Holambra, Indaiatuba, Iracemápolis, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jundiaí, Limeira, Louveira, Monte Mor, Mogi Mirim, Nova Odessa, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santa Gertrudes, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos, Várzea Paulista e Vinhedo.
Entre as cidades da área de cobertura da TV TODODIA, Campinas recebeu o maior aporte, com R$ 4.953.484,27. Também foram destinados R$ 2.538.484,27 para Limeira e Sumaré; R$ 2.338.484,27 para Paulínia; R$ 2.073.484,27 para Nova Odessa; R$ 1.922.500,00 para Santa Bárbara d’Oeste; e R$ 1.822.500,00 para Americana.
Como funciona
A insegurança alimentar é classificada em três níveis: leve, moderada e grave. Pela definição da Ebia, a leve compromete a qualidade da alimentação, a moderada reduz a quantidade de alimentos entre os adultos, e a grave atinge toda a família, inclusive crianças, podendo envolver fome.
O benefício é destinado a famílias com renda per capita de até R$ 218 mensais e situações específicas de vulnerabilidade, como ausência de adultos em idade ativa, dedicação integral ao cuidado de terceiros, situação de rua ou não recebimento do Bolsa Família por entraves operacionais.
Recursos e execução
Em 2025, foram repassados R$ 110 milhões aos 48 municípios participantes. Para 2026, o montante disponível é de R$ 55,2 milhões.
Segundo Marcelo Ricci, os recursos foram divididos em duas etapas: uma voltada à implantação e qualificação dos serviços nos territórios, e outra destinada à expansão do atendimento e à estruturação da rede socioassistencial. O Estado afirma que os repasses não foram reduzidos e seguem apoiando a execução do programa nos municípios.
Papel do CRAS
A operacionalização da Trilha de Proteção Social terá o CRAS como principal eixo de atuação. As equipes farão busca ativa das famílias com base em dados do Cadastro Único e da vigilância socioassistencial.
O governo estadual também prevê reuniões com gestores e técnicos municipais para alinhamento das ações, além de investimentos do FEAS para ampliar e qualificar os serviços socioassistenciais.





