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Boldrini inaugura Centro de Pesquisa em câncer infantil

A estrutura do local, que fica ao lado do Centro Infantil, é a maior da América Latina e está pronta para produzir novos medicamentos e terapias para tratar a doença

Referência nacional no tratamento do câncer infantil, o Centro Infantil Boldrini inaugurou ontem, em Campinas, no Dia Nacional de Combate ao Câncer, o maior Centro de Pesquisa da América Latina com foco em câncer pediátrico. O objetivo é desenvolver novos mecanismos diagnósticos e terapêuticos com avanço científico e tecnológico para o combate da doença entre as crianças e adolescentes.

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Segundo Silvia Brandalise, presidente do Boldrini, o novo Centro de Pesquisa, que fica ao lado do Centro Infantil, além da produção de novos remédios e terapias será um espaço importante de intercâmbio e cooperação científica, com capacidade de compartilhamento e integração de diversas pesquisas nacionais e internacionais, com abrangência inexistente no Brasil. “Nosso compromisso é não deixar nenhuma criança morrer com câncer”, afirmou Silvia, que também é a idealizadora do projeto.

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Dra. Silvia Brandalise, presidente do Boldrini e idealizadora do projeto

 

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O Centro de Pesquisa tem cerca de 5 mil metros quadrados de área construída e abriga laboratórios com tecnologia de ponta. O local começou a ser construído em 2014 e custou cerca de R$ 50 milhões, com recursos do MPT (Ministério Público do Trabalho), provenientes da indenização do caso Shell-Basf (área contaminada por pesticidas em Paulínia e considerado o maior acordo trabalhista da história do Brasil), e mais R$ 700 mil do Instituto Ronald McDonald e apoio de empresas parceiras.

O local já está em funcionamento com 45 pesquisadores que estão trabalhando nos laboratórios. Segundo informações, a expectativa é que o Centro, quando atingir a plenitude do trabalho, tenha 200 profissionais.

 

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Os laboratórios de pesquisa já estão em funcionamento

ÍNDICE DE CURA

Em 40 anos de atuação, o Centro Infantil Boldrini já atendeu mais de 30 mil crianças e adolescentes. Hoje, 10 mil permanecem sob o acompanhamento do hospital. O índice de cura atual está entre 70% e 80%, informou a instituição.

Para alcançar esse patamar, trabalham nas instalações do Centro Infantil Boldrini (que tem 130 mil metros quadrados de área), 75 médicos, 684 profissionais multidisciplinares e cerca de 500 voluntários.

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Silvia Brandalise. com duas crianças que estão em tratamento contra o câncer infantil durante o evento, ontem. Foto: Divulgação

 

“O tratamento de qualidade que oferecemos aqui tem como resultado esse alto índice de cura, que é comparável a países como Alemanha, Canadá e outros de primeiro mundo”, disse o pesquisador Pedro Campos Lima, que trabalha há cerca de cinco anos no Boldrini.

Maria Júlia Corrêa é uma das crianças que fazem parte desse índice. Ela chegou ao Boldrini vinda de Manaus (AM) em 2015, com 6 anos, diagnosticada com leucemia. “Na época, mais 22 crianças também tinham esse mesmo diagnóstico no hospital de Manaus. Depois de três anos, a Maria Júlia é a única que continua viva”, disse a mãe da menina, Diana Corrêa. “Fizemos a escolha certa”, afirmou. Maju, como é chamada, terá alta em dezembro.

O engenheiro Rafael Pheifer, 34 anos, foi paciente do Centro Boldrini, em 1990. Ele tinha 6 anos e foi tratado de uma leucemia. Curado, aos 23 anos ele descobriu um carcinoma no pescoço, também tratado no hospital. “Na época que tive a leucemia, o protocolo de tratamento era feito com radioterapia. E foi isso que causou o meu segundo câncer”, disse, informando seu caso foi foco de pesquisas que ajudaram a mudar o tipo de tratamento. Hoje, ele também está completamente curado.

A cerimônia de inauguração ontem foi realizada ao lado do Centro de Pesquisa e teve a participação da equipe da instituição, além da presença da atriz Maitê Proença, embaixadora do Boldrini, do procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, de representantes do Instituto Ronald McDonald, voluntários, pacientes e familiares.

 

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Maitê Proença, embaixadora do Boldrini, destacou a obra que é realizada por Sílvia Brandalise, na inauguração do Centro de Pesquisa

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