A Apae de Santa Bárbara d’Oeste recebeu, nesta quarta-feira (18), uma sessão de terapia de dupla inclusão promovida pela equipe Raças de Peso – Os Cães que Curam, reunindo alunos da instituição e cães treinados em uma experiência marcada por afeto, estímulo e conexão.
A chamada “terapia de dupla inclusão”, também conhecida como Terapia Assistida por Animais, utiliza cães treinados como coterapeutas no processo de desenvolvimento, reabilitação e inclusão social. A prática é voltada a pessoas com deficiência e transtornos como o Transtorno do Espectro Autista, promovendo avanços emocionais, cognitivos e sociais por meio da interação com os animais.

Conexão e descobertas
Entre olhares curiosos, sorrisos que surgiam aos poucos e logo se tornavam largos e gestos de carinho espontâneos, o encontro foi tecendo vínculos profundos. Mais do que uma atividade, a terapia revelou pequenas grandes conquistas: o toque que vence o medo, o abraço que nasce da confiança, o encontro que transforma.
A ação foi conduzida pela equipe multidisciplinar da Apae e pelo idealizador do projeto Raças de Peso, Emerson Xavier, e seus colaboradores.
Cães que quebram estigmas
Ao lado deles, protagonistas de quatro patas também deixaram sua marca: Venom, da raça Exotic Bully; Miss, American Bully Pocket; e Savannah, Dakota e Mufasa, da raça Brazilian Bull. Frequentemente alvo de estigmas, esses cães mostraram, na prática, que equilíbrio e comportamento são construídos com responsabilidade, manejo adequado e afeto.
Inclusão em duas direções
O projeto tem como essência a inclusão em duas direções: conscientizar sobre a guarda responsável e combater preconceitos relacionados a determinadas raças, ao mesmo tempo em que amplia experiências e possibilidades para pessoas com deficiência, por meio de interações terapêuticas.
Transformação que permanece
Ao final, permanece aquilo que não cabe apenas em palavras: a sensação de que, em encontros assim, todos saem transformados — de forma sutil, mas profundamente humana.





