
Uma ação conjunta da Vigilância Sanitária e da Polícia Civil interditou um estabelecimento clandestino de manipulação de medicamentos na terça-feira (17), na Avenida Moraes Salles, no bairro Cambuí, em Campinas. No local, foram apreendidas cerca de três toneladas de matéria-prima e três pessoas foram presas em flagrante.
Segundo a apuração, o imóvel funcionava com fachada de salão de beleza durante a semana, mas abrigava uma estrutura de fabricação de medicamentos e suplementos vitamínicos sem autorização dos órgãos competentes. A produção estimada era de até 50 mil cápsulas por dia.
Durante a fiscalização, foram identificadas diversas irregularidades sanitárias, como ausência de licença de funcionamento, falta de responsável técnico habilitado e manipulação de substâncias controladas sem autorização. Também foram encontrados produtos vencidos e insumos que exigem controle específico, como a cafeína.
Uso irregular de licença e operação clandestina
De acordo com a Vigilância Sanitária, a estrutura utilizava de forma indevida a licença sanitária de uma farmácia de manipulação vizinha, que possuía autorização regular, para dar aparência de legalidade à operação.
Além disso, foram constatadas falhas no cumprimento das normas de boas práticas exigidas para a manipulação de medicamentos, o que motivou a interdição imediata do local.
Os produtos encontrados foram apreendidos e o material foi avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão. A perícia técnica foi acionada para análise do local e dos itens recolhidos.

Prisões e investigação
Durante a ação, foram presos dois operadores de máquinas e o farmacêutico responsável pelo estabelecimento. Os proprietários não foram localizados até o momento.
Os três detidos foram encaminhados ao 2º Distrito Policial de Campinas, onde permaneceram à disposição da Justiça. Eles poderão responder por crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo.
O responsável pelo imóvel também deverá apresentar defesa no processo administrativo sanitário no prazo de até 10 dias.
A Prefeitura informou que denúncias sobre irregularidades podem ser feitas pelo telefone 156 ou pelo WhatsApp (19) 2116-0156.
*Atualizado às 17h08





