sábado, 9 maio 2026
IRREGULAR

Três são presos e farmácia clandestina no Cambuí é interditada pela Vigilância Sanitária em Campinas

Estabelecimento no Cambuí funcionava sem licença sanitária e produzia até 50 mil cápsulas por dia, segundo fiscalização
Por
Guilherme Pierangeli
Vigilância Sanitária interditou o estabelecimento. Foto: Rogério Capela/PMC

Uma ação conjunta da Vigilância Sanitária e da Polícia Civil interditou um estabelecimento clandestino de manipulação de medicamentos na terça-feira (17), na Avenida Moraes Salles, no bairro Cambuí, em Campinas. No local, foram apreendidas cerca de três toneladas de matéria-prima e três pessoas foram presas em flagrante.

Segundo a apuração, o imóvel funcionava com fachada de salão de beleza durante a semana, mas abrigava uma estrutura de fabricação de medicamentos e suplementos vitamínicos sem autorização dos órgãos competentes. A produção estimada era de até 50 mil cápsulas por dia.

Durante a fiscalização, foram identificadas diversas irregularidades sanitárias, como ausência de licença de funcionamento, falta de responsável técnico habilitado e manipulação de substâncias controladas sem autorização. Também foram encontrados produtos vencidos e insumos que exigem controle específico, como a cafeína.

Uso irregular de licença e operação clandestina
De acordo com a Vigilância Sanitária, a estrutura utilizava de forma indevida a licença sanitária de uma farmácia de manipulação vizinha, que possuía autorização regular, para dar aparência de legalidade à operação.

Além disso, foram constatadas falhas no cumprimento das normas de boas práticas exigidas para a manipulação de medicamentos, o que motivou a interdição imediata do local.

Os produtos encontrados foram apreendidos e o material foi avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão. A perícia técnica foi acionada para análise do local e dos itens recolhidos.

O estabelecimento foi interditado e os produtos encontrados no local foram apreendidos pela Polícia Civil. Foto: Rogério Capela/PMC

Prisões e investigação
Durante a ação, foram presos dois operadores de máquinas e o farmacêutico responsável pelo estabelecimento. Os proprietários não foram localizados até o momento.

Os três detidos foram encaminhados ao 2º Distrito Policial de Campinas, onde permaneceram à disposição da Justiça. Eles poderão responder por crimes contra a saúde pública e contra as relações de consumo.

O responsável pelo imóvel também deverá apresentar defesa no processo administrativo sanitário no prazo de até 10 dias.

A Prefeitura informou que denúncias sobre irregularidades podem ser feitas pelo telefone 156 ou pelo WhatsApp (19) 2116-0156.

*Atualizado às 17h08

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