domingo, 30 novembro 2025
COMBATE AO TRÁFICO

Cães farejadores do Baep em Sumaré se destacam nas apreensões de drogas na região

Reportagem da TV TODODIA acompanhou treinamento dos animais e conversou com cinotécnicos da PM
Por
Vagner Salustiano
Cães são treinados no mínimo por 2 anos para identificar odores específicos. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA

Os cães farejadores do canil do 10º Batalhão de Ações Especiais (Baep) têm se destacado nas últimas semanas em ocorrências de localização e apreensão de drogas, muitas delas em grandes quantidades, em municípios como Sumaré e Hortolândia. O plantel, formado por dez animais, tem contribuído diretamente para o combate ao tráfico na região.

A equipe da TV TODODIA acompanhou uma manhã de treinamentos e conversou com policiais responsáveis pelo trabalho desenvolvido no canil, que há cinco anos integra as operações do Baep.

Atuação regional e apoio às equipes operacionais
O sargento Eduardo Barros explicou que o canil atua diariamente em diferentes cidades, conforme a demanda das viaturas em patrulhamento. Ele relatou que “O cão policial vem fazendo um papel de suma importância já há cinco anos, desde a inauguração (da unidade de Sumaré). Estamos aprimorando esse trabalho cada dia mais, tanto no apoio das operações do Batalhão de Sumaré, quanto no apoio dos demais batalhões que compõem o CPI-9”.

Barros afirmou que o canil pode ser acionado por qualquer equipe que se depare com uma ocorrência de tráfico ou de maior complexidade. Segundo ele, o próprio Baep também identifica situações durante o patrulhamento que exigem a participação dos cães farejadores.

Treinamento especializado e capacidade de detecção
O processo de formação de um cão farejador dura cerca de dois anos. Após o treinamento, o animal permanece em atividade até aproximadamente os dez anos de idade. Durante o período ativo, ele é capaz de detectar praticamente todas as drogas comercializadas no mercado ilegal.

“A gente treina ele desde as drogas sintéticas até a maconha e a cocaína. A gente vai trabalhando droga por droga, e o cão fica cada vez melhor, progredindo na carreira junto à Polícia Militar até os dez anos”, detalhou Barros.

Equipes do canil do Baep em Sumaré e do canil central de SP. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA

Pastor belga malinois é a raça predominante
A maioria dos cães utilizados pelo Baep e por outros batalhões da PM é da raça pastor belga malinois, reconhecida pelo faro apurado, energia e alto nível de aprendizagem. Segundo o sargento, “É um cachorro que historicamente, dentro de todas as suas qualidades, foi se demonstrando mais ágil e se moldando melhor para essa atividade de faro. Hoje, os adestradores preferem utilizar o malinois”.

Aposentadoria e adoção pelos policiais
Ao completar o ciclo de trabalho, os cães são aposentados e encaminhados para adoção. A prioridade é do policial que atuou como condutor ao longo da vida do animal. Caso isso não seja possível, interessados podem se cadastrar no Batalhão.

“Esse cachorro vai passar para a inatividade dele, para seu descanso, sua aposentadoria. Quem tem a primeira preferência para ficar com esse cão é o condutor dele. E se esse policial não consiga, a gente abre um cadastro”, explicou Barros.

Cabo Edilson da Silva é um dos cinotécnicos do canil do Baep em Sumaré. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA

Estrutura estadual e cuidados veterinários
De acordo com o comando da Polícia Militar paulista, há 37 canis distribuídos pelo Estado, com um total entre 240 e 260 cães em atividade, além de filhotes em treinamento. Os animais recebem acompanhamento veterinário diretamente nos canis, que contam com clínicas próprias, além de suporte do canil central em São Paulo para procedimentos mais complexos.

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