O coordenador da campanha do candidato a prefeito Ceará (Rede), Edivan Teixeira Oliveira, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil acusando o candidato a prefeito Walter Tato (Podemos) de agressão. O caso teria ocorrido no último domingo durante uma atividade de campanha na Avenida Brasil, no Jardim Amanda. Tato, por sua vez, diz que foi agredido pelo apoiador de Ceará.
De acordo com o relato de Oliveira à Polícia Civil, ele estava no local com um grupo de apoiadores de Ceará, agitando uma bandeira, quando o candidato a prefeito Walter Tato passou pelo local, também fazendo campanha, em cima de um trio elétrico.
Segundo Oliveira, a bandeira que carregava enroscou no trio elétrico, mas o candidato Walter Tato, alegando que teria sido atingido pela bandeira, desceu do veículo e o agrediu com um soco nas costas. Também segundo a vítima, um apoiador de Tato, que ele não soube identificar, teria feito gestos como quem diz que “o pegaria depois”, o que ele considerou como uma ameaça.
Em nota, a coligação “Juntos com a força do povo”, de Ceará, afirmou que “uma atitude covarde como essa não condiz com o cargo que Walter Tato almeja. Ao contrário. Covardia e descontrole nada acrescentam à população e à cidade”.
O TODODIA entrou em contato com Walter Tato para que ele se pronunciasse sobre a acusação, mas ele não retornou.
Nas redes sociais, porém, o candidato publicou uma nota alegando que sofreu uma agressão durante a carreata. Com uma arte, Tato expõe a foto de um apoiador de Ceará afirmando que “este cidadão agrediu Walter Tato em uma tentativa de ferir a cabeça do candidato com uma bandeira”.
Na nota, Tato afirma que sua campanha não fará mais carreatas para resguardar a integridade dele e de seus apoiadores. “As coligações adversárias estão usando bandeirões, que podem se tornar armas muito perigosas”, escreve o candidato.
A postagem ultrapassou os 170 comentários, sendo um deles do próprio candidato do Podemos, que diz: “democrata é nosso país, lutamos por isso, temos liberdade de expressão, e quando usamos a violência, tal liberdade se perde. Com isso nossos valores”.




