
A cesta básica de Campinas ficou 10,24% mais barata em julho, segundo levantamento do Observatório PUC-Campinas. O valor passou de R$ 902,12 em junho para R$ 809,75, uma redução de R$ 92,37 em um mês. Foi a maior queda entre Campinas e as quatro capitais do Sudeste apresentadas no levantamento.
O recuo foi mais intenso do que o registrado em Belo Horizonte (-7,87%), Rio de Janeiro (-7,12%), Vitória (-5,76%) e São Paulo (0,30%). No levantamento que reúne 15 cidades, apenas São Paulo apresentou alta no mês. As demais registraram queda no custo da cesta básica.
Com a redução de julho, a cesta passou a representar 50% do salário mínimo vigente. Em junho, esse percentual era de 55,7%. O chamado salário mínimo necessário, calculado pelo Observatório para a aquisição de três cestas básicas, caiu de R$ 2.706,36 para R$ 2.429,25.
Tomate e batata puxam queda
O tomate foi o produto que apresentou a maior queda de preço em julho, com recuo de 46,62%. A batata também teve forte redução, de 33,26%. Os dois alimentos foram os principais responsáveis pelo alívio no custo da cesta durante o mês.
Também ficaram mais baratos o açúcar (-6,15%), a manteiga (-5,34%), a banana (-4,28%), o óleo (-2,79%), o pão francês (-2,77%) e a carne (-2,12%).
O feijão registrou queda de 1,52%, enquanto a farinha recuou 1,28% e o café teve redução de 0,28%. Na direção oposta, o arroz ficou 2,99% mais caro e o leite apresentou alta de 0,10%.

Campinas tem menor alta do ano no Sudeste
Mesmo com a forte queda registrada em julho, a cesta básica de Campinas acumula alta de 3,44% em 2026. É o menor aumento entre as cinco cidades do Sudeste comparadas pelo Observatório.
Vitória acumula alta de 9,37% no ano, seguida por São Paulo, com 8,16%, Rio de Janeiro, com 7,99%, e Belo Horizonte, com 5,81%.
No levantamento com 15 cidades, Campinas aparece com o valor de R$ 809,75 em julho. São Paulo tem a cesta mais cara, a R$ 915, seguida por Rio de Janeiro, com R$ 855, e Porto Alegre, com R$ 832.

Custo recua em 12 meses
Na comparação entre julho de 2025 e julho de 2026, a cesta básica de Campinas acumula alta de 1,71%. O resultado representa uma desaceleração em relação ao índice registrado em junho, quando a variação acumulada em 12 meses era de 11,35%.
A evolução mensal também mostra a mudança no comportamento dos preços. Depois de atingir R$ 902,12 em junho, o maior valor da série apresentada desde julho de 2025, a cesta recuou para R$ 809,75 em julho.
Com a queda, o custo voltou a ficar próximo do patamar observado no primeiro trimestre do ano, embora ainda permaneça acima dos R$ 776 registrados em fevereiro.





