O prefeito de Campinas e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC), Dário Saadi, presidiu, na quarta-feira (18), a reunião ordinária do Conselho, realizada no Palácio da Cidade, no Centro de Campinas.
A primeira reunião do ano reuniu prefeitos e representantes dos municípios da região e trouxe dois destaques, a antecipação em dois meses do início das obras do Trem Intercidades e avanços concretos na ampliação de leitos do SUS para a região.
Obras do Trem Intercidades antecipadas
Segundo Saadi, a Artesp e representantes do consórcio responsável confirmaram a antecipação do cronograma. “O início das obras foi antecipado em dois meses, e isso é fundamental para a região. Entendemos que essa medida mostra o compromisso do Governo do Estado e do consórcio em iniciar o mais rápido possível a obra e, se possível, antecipar também a operação do sistema de trens”, afirmou.
A operação do trem intermetropolitano, conhecido como Trem Parador, está prevista para 2029. Já a implantação e operação do Trem Intercidades, que ligará Campinas, Jundiaí e São Paulo, tem previsão para 2031.
O prefeito destacou ainda que a oficialização da antecipação foi feita durante a reunião pelo diretor-presidente da Artesp e por representantes do consórcio.
O Trem Intercidades terá 101 quilômetros de extensão, com apenas três paradas e tempo estimado de viagem de 64 minutos. Será o primeiro trem de média velocidade do Brasil, com 15 composições que poderão atingir até 140 km/h.
Já o trem intermetropolitano, que conectará Campinas a Jundiaí, contará com cinco estações e tempo de percurso de 33 minutos, com previsão de operação em 2029.

Ampliação de leitos e Hospital Metropolitano
Na área da saúde, durante a reunião foi reforçada a urgência da publicação do chamamento público que deve disponibilizar até 100 leitos para Campinas na Casa de Saúde, além da expectativa pela licitação do Hospital Metropolitano.
“O Governo do Estado já anunciou o chamamento público para contratação de novos leitos. Foi a própria região metropolitana que conquistou o Hospital Metropolitano. Sabemos da preocupação da população, mas estamos ainda mais atentos e agindo com rapidez. A documentação do terreno já está regularizada, agora falta apenas a publicação”, explicou Saadi.
De acordo com representante da Secretaria de Estado da Saúde, o chamamento público deve ser publicado nos próximos dias. O processo prevê a contratação de serviços em diversas áreas, o que, segundo o prefeito, pode apresentar dificuldades, inclusive no setor privado.
O município também agilizou a emissão do alvará sanitário da Casa de Saúde, que passou por troca de operador, para viabilizar a ampliação dos atendimentos.
Financiamento do SUS em debate
Outro ponto abordado foi o financiamento federal da saúde. Pela legislação, o SUS é um sistema tripartite, com responsabilidades divididas entre municípios, estados e União. No entanto, segundo Saadi, esse equilíbrio foi alterado ao longo dos anos.
“Há cerca de 20 anos, o financiamento era próximo de 70% por parte do Ministério da Saúde e do Governo do Estado, e cerca de 30% do município. Hoje, essa proporção se inverteu: os municípios arcam com cerca de 70% a 75% dos custos”, afirmou.
O prefeito ressaltou que, nas últimas décadas, houve ampliação da rede de atendimento sem o correspondente aumento de repasses federais e estaduais.
Região cobra mais recursos federais
Diante desse cenário, o presidente do Conselho Metropolitano anunciou que pretende convidar representantes do Ministério da Saúde para a próxima reunião, com o objetivo de discutir a ampliação do teto financeiro de média e alta complexidade para os municípios da região.
Segundo ele, embora Campinas já mantenha diálogo direto com o Ministério, a proposta é ampliar o debate para toda a região metropolitana, permitindo que os prefeitos apresentem suas demandas de forma conjunta.
“Vamos trazer o Ministério da Saúde para ouvir todos os prefeitos da região e discutir soluções que passem pelo aumento do investimento federal nas cidades”, concluiu.





