quarta-feira, 24 abril 2024

Unicamp cria sensor de valor reduzido capacitado para auxiliar no diagnóstico precoce de Parkinson

Os pesquisadores acreditam que o uso deste sensor seja simplificado como um medidor de glicose 

A doença de Parkinson ou mal de Parkinson, como também é conhecida, afeta a capacidade do cérebro de controlar os movimentos, levando a tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações de marcha e equilíbrio. Há também outros sintomas não motores como a diminuição do olfato, transtornos do sono, alterações do ritmo intestinal e depressão.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que no Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sofram com esta doença. Estima-se um predomínio de 100 a 200 casos por 100 mil habitantes.

Entre 10 e 15 anos a doença pode iniciar, antes dos sintomas se evidenciarem. Quem apresenta tremores deve procurar ajuda médica, pois eles também podem ser causados por outros motivos e por efeito colateral de alguns medicamentos.

O diagnóstico é feito resumidamente pelo exame neurológico e avaliação do histórico do paciente. A cura ainda não foi obtida, mas há pesquisas experimentais sobre o tratamento com células tronco.

O dia 4 de abril é lembrado como o Dia do Parkinsoniano. E hoje em dia dificilmente uma pessoa vai numa consulta médica em busca de um exame de rotina para detectar Parkinson, e quando há alguma suspeita, é porque provavelmente sintomas físicos e comportamentais já se manifestaram e a doença já está bem especificada.

E pensando nisso, a Unicamp desenvolveu um sensor com potencial para calcular a taxa da proteína ligada à doença de Parkinson no sangue. Criado a partir de uma impressora 3D, o equipamento foi projetado com valor acessível, e vai auxiliar no diagnóstico precoce e antecipar tratamentos.

Juliano Bonacin, professor e supervisor da pesquisa do Departamento de Química Inorgânica da Unicamp, ressalta que: “Esse trabalho vem de uma longa data. A ideia era tentar fazer um sensor que fosse barato, fácil de produzir e que desse pra fazer, por exemplo, em escala”.

De acordo com o pesquisador, a esperança é que o sensor eletroquímico seja simples em seu manuseio tanto quanto um medidor de glicose (conhecido como glicosímetro), que auxilia diabéticos no controle da doença.

O próximo passo é iniciar testes em pessoas. Com esse objetivo, os pesquisadores do Instituto de Química da Unicamp procuram parcerias com universidades de medicina, afirma Bonacin.

“A ideia era tentar desenvolver uma plataforma que pudesse gerar exames na hora e que a gente pudesse achar alguns marcadores pra determinadas doenças. A gente pudesse, em um exame de rotina, pegar uma potencialidade de doença ou uma doença no estágio inicial”, completou Juliano Bonacin.

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