sexta-feira, 24 maio 2024

Capivaras permanecem em campo e ainda preocupam moradores

Há seis meses o TodoDia mostrou que a presença de um grupo de Capivaras no Jardim Icaraí, em Santa Bárbara d’Oeste, incomodava os moradores. Meio ano depois, a situação continua a mesma. Os animais ocupam um campo de futebol. Com a aproximação das férias de julho, os pais estão preocupados com o risco de contaminação por febre maculosa.
O local fica às margens do Ribeirão dos Toledos na Rua Itararé.
Os moradores relatam que a rotina dos animais continua a mesma e, desde o início do ano, os roedores chegam em bandos, com adultos e filhotes, e se apossaram do campo de futebol, usado como área de lazer pelas crianças do bairro.
“Com a chegada das férias escolares em julho, estamos preocupados porque as crianças vão querer usar a área para brincar e jogar futebol e temos receio de serem picadas por carrapatos”, afirmou Andreza Santos, que mora em frente ao terreno.
Ela disse que diariamente, no fim do dia, os animais começam a se aglomerar na mata ciliar e depois invadem o campo. “Durante a madrugada elas vêm para calçada e entram nos quintais se encontrarem uma abertura”, acrescentou.
“Elas ficam no campo porque as pessoas não se aproximam com medo do carrapato, mas a partir das 23h elas saem pra rua”, contou, acrescentando que os roedores não se importam com a presença das pessoas. “Se tiver portão aberto, elas entram para o quintal da casa”, afirmou o pintor Kleber Pereira.
O recente surto de febre maculosa ocorrido em Americana aumentou a apreensão dos moradores. A doença é causada pelo carrapato-estrela, quando contaminado pela bactéria Rickettsia rickettsii, da qual a capivara também é hospedeiro.
“A placa colocada pela prefeitura nos impede de ir até elas, mas nada evita que elas se aproximem de nós”, reclamou acrescentando que os moradores cobram a instalação de um alambrado a fim de evitar que os roedores se aproximem das casas.
Os vizinhos já apelaram para vereadores e querem chamar a atenção da prefeitura para o problema que eles consideram preocupante.
A Secretaria de Meio Ambiente informou, por meio da assessoria de imprensa, que as capivaras são animais silvestres e não podem ser manejadas sem a devida autorização Departamento de Fauna (Defau) do Estado. O setor de comunicação informou que os setores de Vigilância Epidemiológica e Centro de Controle de Zoonoses realizam periodicamente um mapeamento para identificação das áreas de risco e áreas de transmissão da febre maculosa.
A assessoria acrescentou que todas as áreas de risco e áreas de transmissão no município, inclusive esta citada, possuem placas de identificação com alertas para a população sobre os locais com a presença de carrapato-estrela.
Em caso de dúvidas sobre o aparecimento de carrapatos nas residências, os moradores devem entrar em contato no CCZ pelo telefone: 3463-8099.
Quanto a colocação de alambrado, a demanda será avaliada. Não há casos de febre maculosa registrados na cidade, segundo informou a prefeitura.

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