sábado, 25 maio 2024

Casos desaceleram, mas ocupação de leitos de UTI preocupa

A taxa de casos caiu e freou o avanço da pandemia do coronavírus na RMC (Região Metropolitana de Campinas). Após 14 dias, a pandemia apresenta estabilidade na região, mas a ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para a doença segue alta e preocupa. As informações são de nota técnica do Observatório PUC-Campinas divulgada ontem.

Segundo a nota, o crescimento de casos na RMC desacelerou na 50ª Semana Epidemiológica (de 6 a 12 de dezembro). Foram contabilizados, no período, 4,5 mil novos casos, redução de 4,31% em relação ao intervalo anterior. A taxa de óbitos foi superior em apenas 1,78%, aponta o Observatório PUC-Campinas.

O comportamento da pandemia, que vem provocando temor pela possibilidade de uma nova onda, teve a mesma direção no DRS-Campinas (Departamento Regional de Saúde de Campinas), cujas taxas de infecções e mortes sofreram variações negativas, de 2,57% e 2,66%, respectivamente.

Campinas, epicentro da Covid-19 na região, também apresentou quedas, de 16,73% e 33%. No período, foram 1.299 casos e 16 mortes na metrópole.

Apesar disso, a ocupação de leitos de UTI segue elevada nas cidades que compõem o DRS-Campinas: com as 763 internações na 50ª Semana Epidemiológica (2% a mais comparando-se à semana anterior), a taxa supera os 80%. Em Campinas, embora o volume de atendimentos tenha permanecido estável, cerca de 4.200 pacientes foram consultados com problemas respiratórios. Em outubro, foram cerca de 2 mil.

Por essa razão, o infectologista André Giglio Bueno, professor da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, relativiza a leve desaceleração da pandemia, reforçando que a disseminação do vírus cresceu consideravelmente desde o término de outubro.

O governo do Estado recuou todas as regiões em 30 de novembro para a fase amarela do Plano São Paulo, para coibir o aumento de casos e internações.

A situação pode se agravar, segundo Bueno com a proximidade das festividades de fim de ano. “Não será possível reunir toda a família num mesmo ambiente. O mais recomendável seria que apenas as pessoas que já moram na mesma casa se reunissem e, ainda assim, adotando máximo cuidado. É preferível encontros em locais bem ventilados, se possível em área aberta ao ar livre, respeitando sempre o distanciamento, a utilização de máscaras e os cuidados com a higienização de mãos e superfícies”, sugere.

LEITOS

A ocupação de leitos de UTI destinados para o coronavírus na região está aumentando gradativamente e preocupa. No DRS Campinas, a porcentagem vem crescendo diariamente desde a semana passada. Se na sexta (11) a taxa chegava a 61%, avançou a 63,9%, segundo atualização da Fundação Seade, órgão estadual responsável por dados do coronavírus.

Campinas registrou taxa de ocupação de leitos de UTI de 85,7 %, o maior número desde 29 de setembro, segundo a prefeitura.

Nas cidades da região, as taxas de ocupação de leitos de UTI não chegaram ao patamar do DRS-Campinas. Americana, por exemplo, não teve taxa maior do que 50%.

O município teve problemas com a taxa de ocupação de leitos sem respiradores do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, que atingiu 100% quinta-feira (10). A prefeitura acompanha a situação e por ora não vai ampliar os leitos.

Segundo a Prefeitura de Americana, ainda na noite de quinta, cinco dos 18 leitos sem respiradores do HM foram desocupados, situação que se manteve na sexta-feira. Nesta segunda, a taxa subiu de novo, para 83% sem respiradores (15 de 18 leitos ocupados).

Em nota, o Executivo frisou que “o HM informou que por enquanto não precisou ampliar os leitos, que isso será feito gradativamente, conforme a necessidade. Não é possível estimar uma quantidade, vai depender da demanda e do comportamento da transmissão ao longo das próximas semanas”, informou.

Americana registrou mais duas mortes pela doença, de pessoas que estavam no HM: um idoso de 71 anos, com comorbidades, do Jardim Girassol; e um homem de 51 anos, do Centro. Mais 111 casos foram registrados, totalizando 7.358, com 190 óbitos e 14 internados. Há ainda 105 casos suspeitos, sendo 32 internados e um óbito.

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