domingo, 31 maio 2026
VOZES

Moradora de Cosmópolis transforma interesse por animes em hobby de dublagem nas redes sociais

Fã dublagem virou prática frequente para jovem que começou durante a pandemia
Por
Thayla Nogueira

Assistir desenhos, animes e filmes sempre fez parte da rotina de Karina Luísa, mas foi durante a pandemia que esse interesse se transformou em uma nova atividade: a fã dublagem, conhecida como fandub. Moradora de Cosmópolis, ela passou a produzir conteúdos nas redes sociais com o nome artístico “Yamai Yume”.

Segundo Karina, o interesse surgiu após comentários sobre sua voz. “Eu sempre gostei muito de desenhos, filmes e animes. As pessoas falavam que eu tinha voz de dubladora e isso me despertou curiosidade para procurar mais sobre a área”, contou.

A jovem também sonha em futuramente investir em cursos de teatro e dublagem profissional. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

Começo simples
O primeiro contato com a prática veio por meio de grupos na internet, onde conheceu outros criadores e aprendeu sobre o processo de adaptação e gravação de vozes. Sem equipamentos profissionais, iniciou as produções com recursos disponíveis em casa. “Eu achava que precisava de um microfone caro e de um computador muito bom, mas descobri que dava para começar de forma simples”, explicou.

Aprendizado na prática
Atualmente, após quase seis anos de prática, Karina já realizou trabalhos de fã dublagem em animes, doramas, animações e comics, compartilhados principalmente nas redes sociais.

A atividade consiste em substituir a voz original de personagens por interpretações feitas por fãs. Apesar das semelhanças com a dublagem profissional, ela destaca diferenças entre as duas áreas. “A fã dublagem é feita por fãs amadores, mais por diversão e aprendizado. Já a dublagem profissional exige cursos, preparação e especialização”, afirmou.

Evolução e planos
Karina relata que a sincronização entre voz e imagem é uma das etapas mais desafiadoras do processo, exigindo prática constante. “No começo eu tinha muita dificuldade na interpretação, pulava falas e ficava nervosa. Hoje melhorei bastante, mas ainda quero aprender mais técnicas”, disse.

Entre suas referências estão dubladores brasileiros como Bianca Alencar e Wendel Bezerra. A jovem pretende futuramente investir em cursos de teatro e dublagem, embora destaque os custos envolvidos. “O mais próximo seria Campinas ou São Paulo. Além do curso, tem transporte, alimentação e vários outros custos”, explicou.

Incentivo para iniciantes
Para quem deseja começar, Karina destaca a importância da persistência. “Tudo que você faz com amor dá certo. O principal é nunca desistir”, concluiu.

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