Domingo, 26 Junho 2022

Dengue sobe mais 48% em uma semana nas cidades da região

Dengue sobe mais 48% em uma semana nas cidades da região

Os casos positivos de dengue continuam aumentando em Americana e cidades da região. De quarta-feira da semana passada (27) até ontem, o crescimento fo
Os casos positivos de dengue continuam aumentando em Americana e cidades da região. De quarta-feira da semana passada (27) até ontem, o crescimento foi de 48% no total de pessoas infectadas pela doença, que é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti.

Americana, Nova Odessa, Hortolândia, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré somam, juntas, 345 pessoas com dengue em 2019. Na semana pasada, eram 232 nos cinco municípios.

Entre essas cinco cidades, apenas Nova Odessa continua com 19 casos positivos da doença desde a última semana de março - todos eles autóctones, ou seja, contraídos na própria cidade.

Apenas um destes resultados positivos é do sorotipo 2 da dengue, considerado o mais perigoso. A vítima é um morador do Jardim das Palmeiras.

Todos os demais municípios registraram aumento no total de casos positivos desde 27 de março. Americana passou de 88 para 140 casos confirmados (elevação de 59% em uma semana). Hortolândia foi de 28 para 35 casos ( 25%), Santa Bárbara d'Oeste, de 22 para 39 ( 77%) e Sumaré, de 75 para 112 vítimas da dengue, o que representa um acréscimo de 49%.

Para o infectologista Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde, o risco do tipo 2 da dengue está relacionado à "superposição de vírus", ou seja, ao fato de a pessoa contrair dois tipos diferentes da doença.

"Estava circulando o tipo 1 até agora, e, quando circula um tipo e aparece um novo sorotipo do vírus, pode ser 2, 3 ou 4, no caso é o 2, aí pode ter uma evolução para maior gravidade para quem já teve dengue 1", afirmou.

COMPORTAMENTO
O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo informou que a dengue é sazonal e sua incidência tende a aumentar no Verão, período que favorece a proliferação do mosquito.

Além disso, trata-se de uma doença cíclica, com oscilação de casos e aumento a cada três ou quatro anos, em média.

"Em 2015, por exemplo, São Paulo registrou recorde de infecções, com 709.445 casos. Neste ano, até o dia 18 de março, foram confirmados 40.721 casos. Na região do Departamento Regional de Saúde de Campinas, em 2019, são 794 casos", informou o órgão, em nota.

Devido à circulação do sorotipo 2 de dengue, mesmo os pacientes que já tiveram dengue tipo 1, por exemplo, estão suscetíveis a novas infecções, o que contribui para o aumento de casos e até mesmo para a ocorrência de quadros clínicos mais graves.

Conforme diretriz do SUS (Sistema Único de Saúde), o trabalho de campo para combate ao mosquito Aedes aegypti compete primordialmente aos municípios.

O Estado presta auxílio por meio de treinamentos técnicos, além de apoio, sempre que necessário, do efetivo da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) para ações de nebulização, entre outras. Há ainda a realização de exames de sorologia com finalidade epidemiológica por meio da rede de laboratórios do Instituto Adolfo Lutz.

O Centro de Vigilâncias destacou, ainda, que o apoio da população é fundamental para evitar focos do mosquito transmissor da dengue, uma vez que cerca de 80% dos criadouros estão em residências.

 
 
 

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