domingo, 21 abril 2024

Diretora da Vigilância revela agressão verbal

Responsáveis por muitas vezes encerrar o funcionamento de restaurantes, bares, comércios e eventos que descumprem as regras do Plano São Paulo de combate à pandemia, os fiscais do Estado e também das prefeituras, ao lado de guardas municipais, têm sido vítimas de agressões verbais no exercício de suas funções. A revelação é da Diretora do Centro de Vigilância Sanitária do estado, Maria Cristina Megid, que falou sobre os desafios da atuação com exclusividade ao TODODIA.

No último final de semana, a região de Campinas, que inclui Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré, ficou na fase vermelha do Plano São Paulo, assim como o restante do estado.

Essa fase, a mais restritiva, prevê que bares e restaurantes podem funcionar apenas por delivery e retirada, e eventos com aglomeração não podem ocorrer.

Conforme mostrou o TODODIA, dezenas de estabelecimentos foram fiscalizados ao longo do final de semana e uma série deles foi fechado por descumprir as regras. Muitos deles eram reincidentes e acabaram multados e até lacrados.

De acordo com a chefe da Vigilância no Estado, não só nesse final de semana, mas ao longo dos vários meses da pandemia, as equipes que fazem a fiscalização têm de lidar não só com os descumprimentos e reações de alguns proprietários, mas também do público.

“Falta consciência do próprio público, as pessoas agridem verbalmente nossos fiscais, desrespeitam. Não têm esse entendimento que estamos trabalhando pela proteção da população, o objetivo é impedir que as pessoas fiquem expostas a riscos. É um desgaste nosso e dos estabelecimentos. E o pior é que a gente não está fazendo esse trabalho pra enfrentar os bares e as pessoas, a gente quer evitar a disseminação do vírus”, afirmou Cristina Megid.

A diretora afirmou que as principais irregularidades encontradas nas fiscalizações são estabelecimentos abertos quando não poderiam estar funcionando com atendimento presencial, seguidos de problemas no cumprimento dos protocolos por estabelecimentos que podem abrir, mas não adotam as medidas de proteção.

“Vemos muita aglomeração, com ocupação muito superior à permitida, não cumprem o distanciamento entre as mesas e, permitindo aglomeração, estão facilitando a disseminação do vírus. Além disso, tem a falta do uso de máscara quando as pessoas estão sentadas e não estão comendo ou bebendo, só conversando”, relatou a diretora.

Para Cristina, somente com a conscientização dos donos de estabelecimentos e clientes é que a situação apresentará melhora.

“A gente entende o cansaço do isolamento, de não ter essa mobilidade que se tinha, mas se a gente não contribuir, demora mais pra passar. A população tem que perceber que faz parte da solução. O nosso objetivo não é proibir, é proteger, o vírus não anda sozinho, anda dentro de uma pessoa”, concluiu.

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