quinta-feira, 3 abril 2025

Empregos na RMC: Construção Civil dá sinais de recuperação

O mercado da construção civil abriu 3.194 vagas de emprego formais (com carteira assinada) nas cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) ao longo dos sete primeiros meses deste ano. O setor, que vinha acumulando baixas desde 2014, atingiu em julho o sétimo mês seguido com mais contratações do que dispensas.

No período, construtoras e incorporadoras admitiram 17.650 trabalhadores para as suas obras e dispensaram outros 14.456. Entre as 20 cidades da RMC, só em quatro – Hortolândia, Cosmópolis, Jaguariúna e Santo Antonio de Posse – ainda há saldo negativo.

“Este resultado positivo pode ser atribuído a dois fatores básicos: resultado da confiança do consumidor, com a volta às compras, e dos empresários, com destravamento de investimentos em lançamentos imobiliários. Na região de Campinas, esta combinação fez com que a construção civil puxasse o número de contratações de empregos por sete meses consecutivos”, avalia o presidente da Habicamp (Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região), Francisco de Oliveira Lima Filho.

O setor comemora o lançamento, pela CEF (Caixa Econômica Federal), de uma nova linha de crédito imobiliário, com taxas juros entre 2,95% e 4,95% ao ano e correção pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o que reduz em até 50% o valor das prestações da casa própria. O objetivo do Banco Central, que liberou a medida, é estimular a concorrência entre as instituições financeiras.

Oliveira Lima destaca, ainda, a recuperação setor imobiliário. Um total de 177.150 mil metros quadrados foram liberados pela Prefeitura de Campinas para construção de empreendimentos imobiliários na cidade no primeiro semestre de 2019.

O volume de Licenças Ambientais liberadas no período de janeiro a junho corresponde a cerca de 1,7 mil moradias habitacionais, levando em conta a metragem média de 100 m² por unidades.

FREIO PUXADO

Para o diretor do Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região), Jucelino Souza de Moraes Júnior, a recuperação existe, mas ainda é tímida. “As empresas estão com o freio de mão puxado. Tem construtora com 10 torres para lançar, mas não lança tudo. Lança três. Por isso tivemos um aumento superficial no número de vagas”.

 
Por Walter Duarte

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também