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Empregos na RMC: Construção Civil dá sinais de recuperação

Setor tem saldo de 3.194 vagas nas cidades da região nos primeiros sete meses do ano, aponta Caged

O mercado da construção civil abriu 3.194 vagas de emprego formais (com carteira assinada) nas cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) ao longo dos sete primeiros meses deste ano. O setor, que vinha acumulando baixas desde 2014, atingiu em julho o sétimo mês seguido com mais contratações do que dispensas.

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No período, construtoras e incorporadoras admitiram 17.650 trabalhadores para as suas obras e dispensaram outros 14.456. Entre as 20 cidades da RMC, só em quatro – Hortolândia, Cosmópolis, Jaguariúna e Santo Antonio de Posse – ainda há saldo negativo.

“Este resultado positivo pode ser atribuído a dois fatores básicos: resultado da confiança do consumidor, com a volta às compras, e dos empresários, com destravamento de investimentos em lançamentos imobiliários. Na região de Campinas, esta combinação fez com que a construção civil puxasse o número de contratações de empregos por sete meses consecutivos”, avalia o presidente da Habicamp (Associação das Empresas do Setor Imobiliário e da Habitação de Campinas e Região), Francisco de Oliveira Lima Filho.

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O setor comemora o lançamento, pela CEF (Caixa Econômica Federal), de uma nova linha de crédito imobiliário, com taxas juros entre 2,95% e 4,95% ao ano e correção pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), o que reduz em até 50% o valor das prestações da casa própria. O objetivo do Banco Central, que liberou a medida, é estimular a concorrência entre as instituições financeiras.

Oliveira Lima destaca, ainda, a recuperação setor imobiliário. Um total de 177.150 mil metros quadrados foram liberados pela Prefeitura de Campinas para construção de empreendimentos imobiliários na cidade no primeiro semestre de 2019.

O volume de Licenças Ambientais liberadas no período de janeiro a junho corresponde a cerca de 1,7 mil moradias habitacionais, levando em conta a metragem média de 100 m² por unidades.

FREIO PUXADO

Para o diretor do Sinticom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região), Jucelino Souza de Moraes Júnior, a recuperação existe, mas ainda é tímida. “As empresas estão com o freio de mão puxado. Tem construtora com 10 torres para lançar, mas não lança tudo. Lança três. Por isso tivemos um aumento superficial no número de vagas”.

 

Por Walter Duarte

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