“Estamos em uma crise hídrica violenta e não existe previsão de melhora”, resume o presidente do Sinditec
Diante do aumento de produção da indústria durante os meses de outubro e novembro, considerados períodos de picos de consumo de energia pelo setor, a projeção é a de que um apagão seja inevitável. A afirmação é do presidente do Sinditec, Leonardo Sant’Ana.
A entidade reúne as indústrias de tecelagem, fiação, linhas, tinturaria, estamparia e beneficiamento de fios de tecidos de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré.
“Esse aumento com certeza é mais uma pressão dos custos, mas a grande preocupação que nós temos é a possibilidade real de que tenhamos apagão. Estamos com uma crise hídrica violenta, não existe previsão de melhora e depois vai precisar de muita chuva para conseguir melhorar os níveis do reservatório”, estima Sant’Ana.
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou na última terça-feira (31) a criação de uma nova bandeira tarifária na conta de luz, chamada de bandeira de “escassez hídrica”.
A taxa será de 14,20 para cada 100 KWh (kilowatt-hora) e permanece vigente até 30 de abril do ano que vem.
O Ministério de Minas e Energia, que descartava a necessidade de medidas mais rígidas de racionamento, passou admitir a possibilidade de apagões se não houver mudança do cenário hídrico e de consumo.
A taxa será de 14,20 para cada 100 KWh (kilowatt-hora) e permanece vigente até 30 de abril do ano que vem.
O Ministério de Minas e Energia, que descartava a necessidade de medidas mais rígidas de racionamento, passou admitir a possibilidade de apagões se não houver mudança do cenário hídrico e de consumo.
Na última terça-feira (31), o ministro Bento Albuquerque, titular da pasta, pediu que a população economize energia. “O período de chuvas na região Sul foi pior que o esperado. Como consequência, os níveis dos reservatórios de nossas usinas hidrelétricas das Regiões Sudeste e Centro Oeste sofreram redução maior do que a prevista. Esta perda de geração hidrelétrica equivale a todo o consumo de energia de uma grande cidade como, por exemplo, o Rio de Janeiro, por cerca de 5 meses”, disse o ministro.
Para Sant’Ana, o governo federal demorou muito para tomar atitudes. Ele comenta que três reuniões com o ministro Bento Albuquerque foram realizadas nos últimos meses e em nenhuma delas a possibilidade de apagão fui mencionada. Na última, Albuquerque não participou e um secretário do ministério ficou responsável por levantar a hipótese para o grupo de empresários. “Acompanhamos esse gráfico [de recursos hídricos e consumo de energia] e sabíamos que se nada excepcional acontecesse teríamos problema”, diz.
Para Sant’Ana, o governo federal demorou muito para tomar atitudes. Ele comenta que três reuniões com o ministro Bento Albuquerque foram realizadas nos últimos meses e em nenhuma delas a possibilidade de apagão fui mencionada. Na última, Albuquerque não participou e um secretário do ministério ficou responsável por levantar a hipótese para o grupo de empresários. “Acompanhamos esse gráfico [de recursos hídricos e consumo de energia] e sabíamos que se nada excepcional acontecesse teríamos problema”, diz.
Para ele, a crise só não é pior do que a de 2011 por que a matriz energética brasileira está mais diversificada, contando com termoelétricas, produção de energia eólica e solar.
Outro problema apontado pelo presidente do Sinditec é a legislação quanto ao calado mínimo, medida que define qual a profundidade mínima de uma bacia para que seja navegável. “Isso era para que as hidrovias não precisassem parar em situações de baixa. Então, a captação era menor. Se essa legislação tivesse mudado antes, poderíamos ter economizado lá atrás”, diz.
Outro problema apontado pelo presidente do Sinditec é a legislação quanto ao calado mínimo, medida que define qual a profundidade mínima de uma bacia para que seja navegável. “Isso era para que as hidrovias não precisassem parar em situações de baixa. Então, a captação era menor. Se essa legislação tivesse mudado antes, poderíamos ter economizado lá atrás”, diz.
ALTERNATIVA
A entidade chegou a cogitar a criação de um consórcio para implantação de uma usina de geração de energia fotovoltaica na região, mas além dos incentivos terem sido cortados, houve aumento em impostos para transmissão de energia. “Abortamos a ideia, mas teremos que discutir novamente. É algo que precisará ser repensado”.
Esta é considerada a pior seca dos últimos 91 anos. As hidrelétricas têm operado no limite, forçando o aumento da geração de energia elétrica por meio de usinas termoelétricas, que têm custo alto, além de serem poluentes.
O coordenador de assuntos energéticos do Sinditec, Laerte Dell’Agnezze, diz que o tema é discutido periodicamente com um grupo de 15 empresários do setor, que são atualizados constantemente sobre a situação.
“Nós discutimos o que pode ser feito para produzir energia mais limpa, além de reduzir os custos de produção”, comenta ele, que acredita que o grupo aumentará.
A entidade chegou a cogitar a criação de um consórcio para implantação de uma usina de geração de energia fotovoltaica na região, mas além dos incentivos terem sido cortados, houve aumento em impostos para transmissão de energia. “Abortamos a ideia, mas teremos que discutir novamente. É algo que precisará ser repensado”.
Esta é considerada a pior seca dos últimos 91 anos. As hidrelétricas têm operado no limite, forçando o aumento da geração de energia elétrica por meio de usinas termoelétricas, que têm custo alto, além de serem poluentes.
O coordenador de assuntos energéticos do Sinditec, Laerte Dell’Agnezze, diz que o tema é discutido periodicamente com um grupo de 15 empresários do setor, que são atualizados constantemente sobre a situação.
“Nós discutimos o que pode ser feito para produzir energia mais limpa, além de reduzir os custos de produção”, comenta ele, que acredita que o grupo aumentará.
Dell’Agnezze diz que empresas da região já adotam regime alternativo de produção, parando as atividades entre 18h e 22h horas, período de maior consumo de energia.





