Quase quatro anos após um atropelamento intencional registrado em um posto de combustíveis no Jardim Santana, em Americana, a família da vítima ainda aguarda o julgamento do caso. O crime ocorreu na madrugada de 30 de março de 2022 e deixou Marcos Paulo Bueno, marido de Tânia Cristina Bueno, com sequelas permanentes. Desde então, ele vive acamado e depende de cuidados contínuos.
Segundo Tânia, além das limitações físicas do marido, a família enfrenta dificuldades financeiras e falta de apoio para arcar com os custos do tratamento e da manutenção da casa. Ela afirma que o acusado de tentativa de homicídio segue em liberdade, enquanto o processo judicial avança lentamente.

Caso segue em aberto
Segundo o relato, há provas anexadas ao processo que apontam a dinâmica do atropelamento, mas, até o momento, não houve desfecho judicial. Paralelamente à ação criminal, tramita uma ação de indenização, aumentando a apreensão da família diante da demora na conclusão dos dois processos.
Dificuldades financeiras
Tânia relata que Marcos foi aposentado com um salário mínimo, valor que, segundo ela, não cobre as despesas com medicamentos, cuidados diários e outras necessidades decorrentes das sequelas do atropelamento. A ausência de uma definição judicial também dificulta o acesso a possíveis reparações financeiras.
Abalada, ela afirma que a lentidão no andamento do processo provoca sentimento de injustiça, especialmente pelo fato de o acusado permanecer em liberdade enquanto a vítima segue restrita à cama, sem perspectiva de recuperação plena.

O caso segue em tramitação na Justiça e a família afirma que continuará buscando providências para o julgamento ser concluído e haja responsabilização pelo crime ocorrido.
Outro lado
Procurada, a defesa do réu afirma que ele agiu em legítima defesa. Veja a íntegra da nota:
“Desde o início das investigações a defesa afirma que o acusado agiu em legítima defesa. Em 2023, o acusado foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Entretanto, por questões técnicas apontadas pela defesa, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo anulou o julgamento. Em 2025, o acusado foi novamente levado ao Tribunal do Júri, mas, no decorrer da sessão, acontecimentos levaram à dissolução do Conselho de Sentença e o ato foi interrompido. Atualmente, aguardamos a conclusão de um laudo pericial solicitado pelo Ministério Público e a designação de novo julgamento para comprovar a inocência do acusado que se encontra em liberdade.”





