Das 71,4 mil cirurgias eletivas represadas, 4.093 foram realizadas
Anunciado em junho pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o “Mutirão das Cirurgias”, que tem o objetivo de zerar a fila de mais de 71,4 mil cirurgias eletivas represadas durante a pandemia na região, conseguiu até agora diminuir a espera em 17,6% dos casos considerando as triagens, segundo confirmou o Estado ao TODODIA.
Com dois meses de mutirão, foram realizadas triagens e 4.093 procedimentos cirúrgicos no Departamento Regional de Saúde (DRS-7) de Campinas. A sede da regional fica em Campinas e atende moradores de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia, Paulínia e Monte Mor.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, sem o mutirão, o Governo de São Paulo levaria cerca de dois anos para atender toda a demanda da RMC (Região Metropolitana de Campinas).
“As cirurgias começaram em junho e seguem até outubro, contemplando 54 cirurgias ofertadas no Sistema Único de Saúde em 7 especialidades, como do aparelho circulatório, visão, digestivo e abdominais, osteomolecular e geniturinário, das glândulas endócrinas e em nefrologia. Sem as ações do Mutirão, o Estado levaria cerca de dois anos para atender toda a demanda reprimida”, disse a pasta.
Conforme o governo, há cirurgias extras na rede estadual, remuneração dobrada nos hospitais do SUS e a contratação de serviços privados para realizar todas as cirurgias represadas no período de até quatro meses (até outubro).
As cirurgias eletivas foram suspensas durante o pico da pandemia de Covid-19. A suspensão aconteceu para atender a alta demanda que os hospitais públicos, filantrópicos e particulares sofreram. Em 2020, país deixou de realizar mais de 1 milhão de cirurgias.





