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Grupo é preso por furto e adulteração de combustíveis

Chácara era usada em Americana para subtrair produtos sem que donos de postos soubessem

A Polícia de Americana investiga um esquema que envolve furto, adulteração e receptação de combustíveis, que estaria afetando consumidores em cidades da região. Um motorista, morador em Santa Bárbara d’Oeste, que foi preso pela Polícia Militar, admitiu que lucrava entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por semana com o golpe, que envolvia retirar combustíveis de carregamentos que seriam entregues aos postos e completar com água o volume retirado. 

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Uma chácara em Americana era utilizada, segundo a Polícia, como uma espécie de “fábrica”, agindo em duas frentes: adulterando combustíveis que seguiam para os postos e também vendendo mais barato para receptadores o combustível original furtado dos carregamentos. 

Após a adulteração, o combustível seguia para os postos e os comerciantes recebiam sem saber da fraude. Como os criminosos tiravam pequenas quantidades em relação ao volume transportado pelos caminhões, nem testes especializados confirmariam a adulteração na hora que um consumidor final o adquirisse no posto. 

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LACRES VENDIDOS 

É investigada a informação de que um funcionário da empresa transportadora dos combustíveis estaria envolvido no golpe, cobrando o valor de R$ 100,00 para não lacrar os caminhões carregados e ainda fornecer lacres para que motoristas o fizesse após a adulteração. 

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A ação que levou policiais militares a descobrir a fraude foi na última terça-feira (18), quando dois homens foram presos em flagrante, um por furto qualificado e outro por receptação qualificada. Além disso, ao menos outras seis pessoas foram detidas e estão sob averiguação. 

Os PMs desconfiaram da movimentação suspeita de dois caminhões de transportar combustíveis que ocorria na Rodovia Ivo Macris, no Jardim Monte Verde, e chegaram a uma chácara onde ocorria não apenas adulteração, mas também venda ilegal de combustíveis. 

No local foram apreendidos 80 litros de gasolina, R$ 3,2 mil em dinheiro, quatro telefones celulares, dois notebooks, quatro notas fiscais, três caminhões, sendo que dois deles foram liberados no plantão, além de um aparelho chamado de “jammer” ou “capetinha”, que serve para inibir sinal de rastreadores dos caminhões, enquanto eles estivessem desviados da rota para fazer a adulteração. 

Segundo a Polícia, dois motoristas admitiram ter “vendido” para pessoas na chácara parte do combustível que transportavam. Um deles disse ter vendido 60 litros de etanol por R$ 1,40 o litro. O outro admitiu já ter vendido gasolina, sem revelar a quantidade, por R$ 2,50 o litro. 

Entre as pessoas que estão em liberdade, mas são investigados, há dois que seriam empresários e um engenheiro ambiental, moradores de Americana, além de um motorista de Santa Bárbara d’Oeste e mais um motorista e um ajudante geral, ambos de Paulínia. O preso em flagrante por furto é motorista, morador de Santa Bárbara, e o preso por receptação é vigilante, morador em Americana. 

 

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