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Historiador ‘guarda’ memória de Santa Bárbara

Barbarense de coração, Antônio Carlos Angolini organizou o mais importante acervo sobre a história da cidade

O historiador Antônio Carlos Angolini, senhor de 73 anos, nasceu em Limeira e passou a vida morando no Tupi, em Piracicaba. Mas ninguém neste mundo é mais barbarense que ele. Ele conseguiu seu primeiro emprego na Romi. Era garoto, ajudante de mecânico.

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Depois, já maduro, com mais de 40 primaveras, ele assumiu a biblioteca da empresa, começou a organizar e vasculhar fotografias e, vejam só, acabou organizando um centro de documentação fantástico, com acervo gigantesco, o mais completo sobre a história da cidade.

O homem, por conta disso, conquistou um respeito tremendo de todos os barbarenses. Ele virou uma espécie de guardião da memória. Passou a conceder entrevistas. Fala tudo, preciso, sobre episódios do passado.

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A motivação pessoal para vasculhar a histórica provavelmente decorre do fato que seus ancestrais tiveram participação importante no desenvolvimento regional.

O tio dele, o comerciante Fioravante Angolini, por exemplo, era o dono do primeiro armazém do Caiubi, distrito de duas ruas, que nasceu ao redor da estaçãozinha de trem inaugurada nas primeiras décadas do século passado. É, tempos em que foi inaugurado o ramal ligando a linha-tronco da velha Ferrovia Paulista até Piracicaba.

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O predinho charmoso da estação foi demolido lá em 86, quando já estava abandonado, sem portas ou janelas. Sobrou apenas a plataforma da beira da linha. Com o tempo, até os trens cargueiros sumiram.

Mas o Angolini guarda, nos seus escritos, imagens e informações detalhadas sobre como aquele ramal – e a toda a malha ferroviária que transformou a região.

O tronco construído para ligar a Capital ao Interior, lembra, passava pelo limite entre Campinas e Santa Bárbara. E ali, pertinho do Ribeirão Quilombo, foi construída a estação de Santa Bárbara. Por economia, e para facilitar o traçado pensado até Rio Claro, o prédio foi inaugurado em 1875, a oito quilômetros do centro da cidade. Ao seu redor do prédio nasceu Americana. .

“Piracicaba, localizada a 30 quilômetros da estação, e cheia de políticos influentes, passou a lutar para que a ferrovia de bitola larga chegasse até lá. A autorização da construção do ramal veio em 1902”, conta. “Santa Bárbara foi a primeira beneficiada. Com grande festa, foi inaugurada em julho de 1917 a estação da região central barbarense, e cinco anos depois foi aberto o tráfego de trens até Piracicaba.”

Bom, a parte triste da história todo mundo sabe. Os trens de passageiros circularam até 1977 e as composições de carga, até 1995. Quiseram ainda transformar a estação do Centro em rodoviária, até que fizeram dela um centro cultural.

Lá em julho de 2005, cita, a Fundação Romi anunciou a revitalização da estação e do armazém. Ainda construiu anexos para abrigar lanchonete, sanitários e área para exposições e oficinas de arte. O investimento conseguiu, segundo o historiador, valorizar aquele momento da memória barbarense. Ele sonha para que os investimentos em manutenção e preservação não parem.

 

 

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